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Comunicados Oficiais - UNIARA (COVID-19)

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UNIARA

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Aceitação no grupo

Profa. Sonia A. G. Pinotti

A existência de toda pessoa é caracterizada pela vida em grupo. Todo indivíduo procura satisfazer suas necessidades básicas por meio de relações interpessoais. A Teoria Schutz, sobre as fases da evolução de um grupo, preconiza que todo indivíduo procura satisfazer três necessidades básicas por meio das relações entre pessoas: 1) Inclusão - ser reconhecido como membro de pleno direito da comunidade da qual participa; 2) Controle ou Domínio - necessidade de participar das decisões que lhe diz respeito; e 3) Afeição - necessidade de estabelecer relações profundas com alguém. (Almeida, W.C. de 1999 pg. 21).

A aceitação no grupo é fundamental. Muitos foram os autores que discutiram e se aprofundaram no estudo da estrutura e funcionamento dos grupos, como Jacob Moreno (psicodrama), para entender toda essa dinâmica das relações interpessoais. O sentimento de pertencer a um grupo é tão importante ao ser humano que ele pode desajustar-se psicologicamente quando não consegue construí-lo. (Nascimento, C. T- 2003). Assim, as relações entre pessoas são fundamentais para o desempenho humano.

Mas, o que leva ser aceito no grupo? Acreditamos que existem indicadores para que isso ocorra. Pode acontecer de ser aceito ou rejeitado pelo grupo?

A partir dessas indagações já sabemos que os indicadores de aceitação ou rejeição sociais são fundamentais à discussão dos fenômenos de uma pessoa ser aceita ou rejeitada pelo grupo. É claro que a rejeição seria decorrente da ausência desses indicadores. Vamos agora discorrer sobre esses indicadores.

A identificação com o grupo e com uma identidade grupal são fundamentais à formação individual como modelo de desenvolvimento da personalidade. Possuir princípios e valores como solidariedade, responsabilidade, lealdade, empatia e honestidade fortalecem o grau de aceitação grupal.

Pesquisas demonstraram que os critérios de aceitação social dizem respeito às características de amizade e afinidade, responsabilidade pelas atividades do grupo. É preciso ter uma inteligência emocional para poder fazer trabalho em grupo, facilidade em resolver problemas e criatividade na resolução de tarefas. Destacam ainda, ser pessoa simples e humilde e ter capacidade de diálogo e não interromper as idéias dos membros do grupo.

Todos esses determinantes, segundo Sisto e Pacheco, 2004, são aprendizados por meio dos contatos sociais, principalmente quando a criança entra na escola e a evolução desde a relação binária com a mãe modifica-se para outros grupos sociais. Assim, a amizade, afinidade, pensar igual e acatar opiniões, são valores e princípios essenciais no relacionamento humano, desejado e requisitado para pertencer ao grupo. Cada vez mais requisitados e necessários nos dias de hoje.

Deverão ser ensinados, praticados e estimulados pela família e pela escola. Em todas as manifestações grupais exigem tais princípios e valores. E, assim, o sentimento de pertencer ao grupo significa possuí-los em escalas que variam de pessoa para pessoa.

Outro ponto muito importante é a forma como nos vemos. Ela reflete nos nossos relacionamentos afetivos e sociais. Estamos falando da autoestima, a forma do olhar que lançamos sobre nós mesmos, mas também das conseqüências que esses juízos têm nos nossos relacionamentos. Psicólogos e psiquiatras constataram que pessoas com autoimagem positiva se abatem menos com as dificuldades nos relacionamentos e nos julgamentos alheios.

Por isso, falamos sobre a necessidade de uma educação sócio-emocional. O processo educacional precisa estar voltado para o desenvolvimento de competências sócio-emocionais, papel que se bem trabalhado pela escola vai garantir ao indivíduo participar e ser bem aceito pelos diversos grupos que a dinâmica da sociedade proporciona.

As competências sócio-emocionais dizem respeito a uma série de habilidades que as pessoas precisam desenvolver para lidar de maneira mais eficiente com suas próprias emoções e com as emoções dos outros, com os relacionamentos humanos e com a vida em sociedade.

Acredito que a educação sócio-emocional deve enfatizar a importância de todos esses valores. Os valores são capazes de impulsionar mudanças de comportamento e tornada de decisões, que promovem reações positivas e relacionamentos estáveis.

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