Características da Obra
O quadro da Virgem de la Antigua exposto na Capela Universitária da Uniara tem uma trajetória marcada pela fé e pela memória familiar. Trata-se de uma pintura em óleo com douração sobre tela, medindo aproximadamente 117cm x 89cm, enquadrada por uma moldura monumental de madeira dourada, que alcança cerca de 2,18m de altura e aproximadamente 1,18m de largura, com espessura em torno de 8cm. De autor desconhecido, a obra é de origem espanhola e remete à tradição de Santa María la Antigua, tão enraizada em Sevilha e difundida posteriormente para a América.
Trajetória Familiar e Chegada à Uniara
A imagem foi trazida ao Brasil por um imigrante espanhol, antepassado do Magnífico Reitor da Uniara, Dr. Luiz Felipe Cabral Mauro. Durante muitos anos, o quadro permaneceu sob a guarda da família Mauro, como um tesouro de devoção e de lembrança das raízes ibéricas.
Após o falecimento de sua mãe, o Reitor levou o quadro para a Universidade de Araraquara, onde passou a permanecer em uma sala de reuniões da Instituição de Ensino. As fotografias mais antigas apresentadas aqui, mostrando o quadro antes da restauração, foram tiradas já na Uniara, em ambiente institucional.
Em 2025, o filho do reitor, Ricardo Arruda Mauro, pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento da Uniara, católico praticante, sentiu o chamado de dar a essa imagem um novo destino: preservar a obra com rigor técnico e compartilhá-la de forma mais ampla com a comunidade universitária e com a cidade de Araraquara.
Nesse processo, contou também com a colaboração próxima de seu assistente, Rodrigo Augusto de Freitas, que o acompanhou na organização prática da restauração e da futura instalação do quadro no campus.
Decisão pela Capela Universitária Nossa Senhora de la Antigua
A partir de conversas com o Pe. Rodolfo Faria, reitor da Basílica de São Bento de Araraquara, amadureceu-se a ideia de criar uma capela universitária dedicada à Nossa Senhora de la Antigua, tendo o quadro como seu coração espiritual e artístico.
A restauração realizada em 2025 foi o passo decisivo para que essa obra, já acolhida pela Uniara em sua vida institucional, passasse a ocupar um lugar de destaque e se tornasse parte viva da identidade da universidade.
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