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Coordenador do curso de Economia da Uniara fala sobre o Pix

Publicado em: 13/11/2020

O Pagamento Instantâneo – Pix passa a funcionar no Brasil, para os usuários cadastrados, na próxima segunda-feira, dia 16 de novembro, e promete agilizar transferências e pagamentos. O coordenador do curso de Economia da Universidade de Araraquara – Uniara, Ademil Lúcio Lopes, fala sobre a novidade e suas vantagens.

“É um sistema de pagamento e transferências totalmente digital e instantâneo. Nele, os recursos são transferidos diretamente de uma conta a outra sem intermediários e, em poucos segundos, as transações financeiras são efetivadas, diferentemente do que ocorre com as transferências via DOC e TED, que são mais demoradas, pois demandam o preenchimento de informações por parte do transferidor dos recursos, sem contar que as compensações apenas ocorrem em dias úteis. O Pix também oferece pagamento por QR Code e, dessa forma, as pessoas poderão comprar qualquer produto ou serviço que desejam utilizando essa opção”, explica o docente.

Ele menciona que o Pix trará mais agilidade e rapidez nessas operações financeiras. “As transferências podem ocorrer entre pessoas físicas, pessoas físicas e estabelecimento comercial e entre as empresas, sem a necessidade, como já dito, de intermediários, como bancos, entre as partes envolvidas. Mas deve-se lembrar que é necessário a pessoa ter dinheiro na conta, pois o Pix não abrange operações de crédito”, esclarece.

Para a utilização do recurso, “é necessário baixar o aplicativo e se cadastrar em algum banco ou outra instituição financeira. “O cadastro é efetuado com uma informação pessoal, que pode ser o CPF, o CNPJ, o e-mail do cliente ou o número de seu telefone celular - podem ser chaves -, ou será gerada uma chave - nesse caso, uma sequência aleatória gerada pelo Banco Central -, que é a informação que identificará o usuário, e é por meio dela que será possível enviar e receber recursos, pagar contas e comprar produtos e serviços utilizando o sistema Pix”, detalha Lopes.

Os recursos, de acordo com ele, serão retirados e enviados para a conta corrente informada no ato do registro por parte do indivíduo. “Esse é mais um passo para diminuir a utilização do dinheiro físico por parte das pessoas. Não será necessária a utilização das maquininhas para leitura dos cartões ou qualquer outro equipamento específico, pois as transações serão todas efetuadas pelos celulares. É importante destacar que também poderão ser utilizadas contas virtuais, como as existentes na Picpay, no Mercado Pago ou em qualquer outra Fintech”, lembra o coordenador.

Em um primeiro momento, na visão de Lopes, o Pix deve provocar maior digitalização das transações financeiras, agilidade e rapidez, “e isso vai trazer ganhos de produtividade para os agentes econômicos envolvidos nessas operações”. “O custo das transações financeiras tende a cair para os microempreendedores devido à queda dos custos que o sistema propiciará a eles, pois não serão cobradas tarifas”, diz.

Entretanto, segundo o professor, as principais mudanças ocorrerão no setor financeiro, “pois aumentará o protagonismo das Fintechs, mais ágeis e flexíveis que os grandes bancos, para oferecerem serviços financeiros aos clientes que podem ser potencializados com o Pix”. “Dessa forma, os bancos tradicionais terão que demonstrar muita agilidade para não ficarem para trás nesse processo, como também o setor de maquininhas, que vai ter que oferecer novos serviços e vantagens aos usuários, de modo a conviverem com o novo sistema de pagamentos. Vejo que teremos que aguardar e observar todas essas mudanças que podem ocorrer principalmente no ambiente de pagamentos e recebimento de recursos, sendo que, até pouco tempo, eram restritos ao setor financeiro tradicional”, aponta.

O Pix “é seguro como qualquer outra transação financeira digital que fazemos em nosso cotidiano e, inclusive, as transações serão todas criptografadas e o sistema de segurança do Banco Central estará atento a fraudes contra o sistema”, “Entretanto, os riscos estão nas falhas humanas, pois sempre existirão fraudadores que tentarão de toda forma enganar os usuários com pedidos de transferências e sites de compra falsos e, assim, os consumidores precisam ficar atentos quando efetuarem alguma compra ou transferirem um recurso. Eles devem conferir a credibilidade e a idoneidade da empresa na qual a compra será realizada por meio do Pix”, alerta Lopes.

O coordenador comenta que o sistema ainda não começou a funcionar. “Na verdade, está em fase de testes, operando restritamente para alguns clientes escolhidos pelas instituições financeiras. Essa fase foi iniciada no dia 3 de novembro e seguirá até o domingo, dia 15, entretanto, já a partir da próxima segunda-feira, dia 16, o Pix estará em operação para todos os usuários cadastrados”.

Informações sobre o curso de Economia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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