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Alunas de Psicologia da Uniara abordam prevenção ao suicídio em trabalho de conclusão de curso

Publicado em: 03/07/2020

As alunas do quinto ano do curso de Psicologia da Universidade de Araraquara – Uniara, Ariane Coelho e Viviane Baroni, apresentaram como Trabalho de Conclusão de Curso – TCC o estudo “Prevenção do suicídio: uma revisão integrativa”, que teve como orientador o professor Alexandre Fachini.

“A pandemia traz consequências ruins sobre alguns fatores importantes associados ao suicídio como, por exemplo, estresse e insegurança econômica e de subsistência, aumento da tristeza e da solidão devido ao distanciamento social, ansiedade decorrente de variáveis sociais e do medo de contrair a doença, entre outras. Esse quadro reflete um cenário mais complexo de manejo de muitas questões por cada um de nós. E estamos falando de questões que refletem incertezas e que nos geram uma sensação desagradável de insegurança e até de desamparo e de desesperança em algumas pessoas”, alerta o orientador.

De acordo com ele, “o suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos de idade ao redor do mundo”. “Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS, oitocentas mil pessoas cometem suicídio no mundo todo a cada ano, sendo que, para cada suicídio consumado, estima-se que há cerca de 20 tentativas. Esses números e a gravidade do ato em si mostram a necessidade de se abordar o tema em nossa sociedade, de tirá-lo de um lugar estigmatizado e marginalizado. Muitas pessoas que tentaram suicídio manifestam esse sentimento de julgamento por parte das pessoas, inclusive de profissionais de saúde que as socorrem na crise”, relata.

Fachini afirma que “prevenir o suicídio é olhar para a vida, mas também para a desorganização psíquica a que as pessoas que pensam e tentam cometer suicídio estão inseridas”. “Penso que esse TCC procurou reunir informações necessárias para subsidiar a construção de estratégias de prevenção ao suicídio e, ao fazer isso, tenta reconhecer e legitimar as emoções e o lugar dessas pessoas que encontram no ato suicida um destino definitivo para seu sofrimento”, conta.

Ariane explica que o momento é muito importante para abordar o tema. “A atual situação vivida é algo que foge muito da nossa realidade habitual, nos afastando de pessoas que antes faziam parte do nosso cotidiano e que consideramos importantes. Sendo assim, acredito que aumente a possibilidade de surgirem ideações, tendo em vista que as pessoas com esse tipo de pensamento geralmente se sentem sozinhas e sem importância. Faz-se necessário que as todos conheçam sobre o assunto e, principalmente, sobre os sinais e em relação onde pode ser buscado ajuda, para que as pessoas que lidam com o indivíduo em crise estejam preparadas para orientar, mesmo que a distância”, revela.

“Acredito que nessa época que estamos vivendo, onde as rotinas foram mudadas e as interações com as pessoas diminuíram, pode acarretar um dano em pessoas que estejam passando por algum problema, podendo desencadear uma crise com ideação suicida. Portanto, se torna importante falar sobre o tema para aprendemos identificar pequenos sinais, tais como falas, por exemplo: ‘estou cansado de tudo isso’ e ‘gostaria de dormir e não mais acordar’, pois as pessoas com risco de suicídio costumam falar sobre morte e sua falta de esperança. Sabendo identificar e onde procurar ajuda, a sociedade em si pode ajudar na prevenção do suicídio, como aponta nosso estudo: nove de dez suicídios poderiam ser prevenidos”, completa Viviane.

Elas afirmam que “é essencial que haja conscientização do tema e a quebra do tabu para que seja falado sobre ele”. “Falar sobre suicídio - da forma correta - ajuda muito na prevenção, pois deixa as pessoas mais atentas aos sinais e quebra com o paradigma que é gerado em torno desse assunto. O nosso intuito com esse trabalho é colaborar para essa conscientização, pois acreditamos que somente dessa forma será possível diminuir esses números de forma significativa”, alerta Ariane.

Para Viviane, o suicídio é uma questão de saúde pública. “Se trata de algo recorrente, mas ainda é um assunto visto como tabu. Falar sobre ele pode salvar vidas, pois as pessoas podem aprender a identificar sinais, saber o que fazer e onde procurar ajuda. Inserir programas de prevenção nas escolas também seria muito importante: imagina quantos jovens não seriam ajudados a passar por essa crise se houvesse um programa de prevenção nesse âmbito”, esclarece.

“O número de suicídios cresce a cada ano no mundo inteiro, mas se levarmos em consideração que nem todos os suicídios e ideação são notificados, imagina como esse número pode ser bem maior. Isso é assustador para quem está passando por isso e para os sobreviventes, pois após um suicídio sempre vem uma culpa. Com tudo isso, nosso trabalho tem a intenção de conscientizar as pessoas do quanto é importante discutir essa temática, pois assim poderíamos ter uma diminuição nesse número tão absurdo, que infelizmente cresce cada vez mais”, relata Viviane.

Ariane conta que com o trabalho, elas buscaram “conhecer estratégias e programas de enfrentamento do suicídio, que vem sendo implantados em determinados locais, e sabe a respeito da experiência de pessoas que passaram por eles”. “Nossa pesquisa buscou considerar a descrição de experiências e estratégias de enfrentamento do suicídio no campo da saúde. Podendo assim ter conhecimento do que vem sendo implantado e o quanto esses programas vem ajudando os indivíduos, famílias e amigos, sendo assim, podendo ter relatos de experiências dos mesmos e dos profissionais da área da saúde”, complementa Viviane.

As alunas relatam que, “em caso de pensamentos suicidas, as pessoas podem procurar ajuda nos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS, Unidades Básicas de Saúde – UBSs (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde), Unidades de Pronto-Atendimento – UPA 24h, Pronto Socorro, Hospitais. Podem acionar o SAMU, pelo telefone 192, e também podem ligar gratuitamente para Centro de Valorização da Vida – CVV, pelo 188”, finalizam.

Mais informações sobre o curso de Psicologia da Uniara estão disponíveis no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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