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Game desenvolvido em TCC de alunos de Jogos Digitais da Uniara é utilizado por escola particular de Araraquara

Publicado em: 25/06/2020

Na última terça-feira, dia 23 de junho, os estudantes do curso de Jogos Digitais da Universidade de Araraquara – Uniara, Laiz Estela Campos Garcia, Leonardo Nespule, Jeziel Marinho da Silva Junior e Murilo Santos Maia, apresentaram, via Google Meet, o Trabalho de Conclusão de Curso – TCC “LUME: Um Jogo Digital para Incentivar e Acompanhar o Aprendizado da Leitura em Escolas de Ensino Fundamental”. O jogo foi adotado por uma escola particular do município. O projeto foi orientado pela então docente da graduação, Kamila Rios da Hora Rodrigues, com a coorientação do professor Henrique Buzeto Galati.

“O jogo está sendo usado pela escola com o apoio da diretoria e de docentes. É um projeto que buscou analisar e acompanhar o aprendizado da leitura por meio do uso de jogos digitais. É o primeiro jogo concluído no curso com viés voltado à educação. O objetivo é engajar alunos na leitura de livros, especialmente aqueles que relatam o folclore brasileiro, de uma forma lúdica e mediada pelo professor. O público-alvo envolve crianças da quinta série do ensino fundamental, podendo ser estendido ao uso de outras turmas, conforme crivo do professor”, destaca a docente.

Ela conta que, no projeto, foi usada a abordagem de codesign, “em que representantes do público-alvo participam ativamente das etapas de design e avaliação da solução em desenvolvimento”. “Para realizar as atividades práticas de design e avaliação, buscou-se a parceria com escolas privadas do município de Araraquara. A que participou das atividades de codesign dispõe de uma biblioteca com acervo sobre o folclore e de professores interessados no uso de jogos digitais como recurso para mediar o ensino da leitura e escrita. Uma professora se voluntariou a participar das etapas de concepção e avaliação do jogo. Foi uma grande parceira”, relembra.

O jogo está em fase de teste na escola e as atividades, de acordo com Kamila, estão sendo conduzidas da seguinte maneira: as professoras ministram sobre o conteúdo relacionado ao folclore, passam aos alunos os textos para a leitura das lendas e depois eles são convidados a jogarem o “LUME”, “reforçando assim o conteúdo”. “O jogo é dividido em três capítulos, e cada um trata de uma das lendas do folclore: Saci, Curupira e Boto Cor de Rosa, escolhidas com o apoio da professora voluntária. Cada capítulo contém um conjunto de minijogos que a criança deve jogar e ir passando as fases. Os minigames têm temáticas relacionadas às lendas, o que reforça o conteúdo lido. Ao fim dos jogos, os alunos são convidados a escrever a sua própria história. Nessa ocasião, a professora tem a oportunidade de fazer correções na escrita das crianças”, detalha.

A realização do projeto e sua utilização pela escola “representam, portanto, um engajamento das atividades universitárias com a comunidade ao redor”. “Os alunos tiveram a experiência e a oportunidade de se relacionar com um cliente real, e a escola teve a oportunidade de receber um jogo para seu uso, de qualidade, com aspectos pedagógicos cuidadosamente pensados, uma vez que contávamos com o respaldo de especialistas - os professores. Ainda sob a ótica dos alunos, esses irão interagir com um jogo para entretenimento e aprendizado em sala de aula. É uma forma lúdica de aprender e reforçar o conteúdo, e também uma maneira de aproximar pais e filhos, já que, por conta da pandemia e distanciamento social, os pais foram convidados a instalar os jogos em suas máquinas e apoiar seus filhos durante o jogo, que também deve estimular a leitura literária, engajando mais esses estudantes com as possibilidades de leitura na biblioteca da escola, posteriormente. O professor, por sua vez, tem uma ferramenta de apoio em sala de aula e poderá usá-la para engajar mais os alunos”, ressalta Kamila.

A docente menciona que ela e o professor Henrique Galati tiveram “o privilégio de trabalhar com um grupo dedicado, com uma qualidade técnica admirável e adquirida na Uniara, que amadureceu ao longo do percurso e que foi capaz de, em poucos meses, entregar um produto extremamente elogiado pela banca - composta inclusive por um membro externo e da área de jogos - e pelos parceiros da escola”. “Eles souberam se organizar e explorar as habilidades de cada um, e o resultado foi muito bom. Estamos muito orgulhosos do trabalho realizado e acreditamos que a universidade cumpriu com o seu papel de formação profissional desses alunos. É importante ressaltar que esse projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Uniara. Também gostaria de destacar que temos no grupo a primeira mulher a se formar em Jogos Digitais na instituição, a Laiz. Um exemplo bastante significativo de que nós, mulheres, podemos atuar profissionalmente onde quisermos”, declara.

O coordenador da graduação, Juliano Marcello, comenta que existe uma tendência no mercado de “gamificação”, “que é pegar problemas e transformá-los em games de maneira lúdica para se ensinar conceitos”. “Pode-se criar um jogo que estimule o estudo de matemática, por exemplo, sendo que, por ser um game, prende a atenção. E não funciona só para matemática: pode ser para qualquer disciplina. Ele entra na categoria dos serious games. A essência é utilizar jogos para auxiliarem no aprendizado de conceitos”, finaliza.

Informações sobre o curso de Jogos Digitais da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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