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UNIARA

Notícias

Docentes de Psicologia da Uniara falam sobre adaptações e comportamento de crianças e jovens na quarentena

Publicado em: 18/05/2020

Tédio e ansiedade, entre outros sentimentos,podem assolar crianças e adolescentes neste período de isolamento social causado pela pandemia de coronavírus – Covid-19. As professoras do curso de Psicologia da Universidade de Araraquara – Uniara, Gabriela de Sá Leite Chakur e Rita Martins Godoy Rocha, falam sobre adaptações e comportamento, e dão dicas para uma harmonização em família durante a quarentena.

“As queixas têm sido em relação à rotina interrompida, à falta – saudade - de amigos e às atividades de lazer que tinham fora de casa. Transtornos que já existiam, por exemplo, de ansiedade, tendem a se acentuar”, aponta Gabriela.

Quanto aos maiores desafios para pais e familiares, ela coloca que estão relacionados às adaptações que precisam fazer, “seja com seu próprio trabalho ou com o homeschooling do(s) filho(s)”. “Isso, pensando naquelas famílias cujos pais mantiveram seus empregos. Naquelas famílias que estão vivenciando problemas econômicos, perda salarial e insegurança quanto ao trabalho, isso se reflete no bem-estar de todos. Nesse sentido, para viver de forma harmoniosa, as necessidades básicas precisam ser satisfeitas”, diz a docente.

Para lidar com os problemas emocionais nessas fases, “alguns psicólogos lembram da importância de acionar seus próprios recursos e habilidades, ou seja, o que a pessoa fazia antes da pandemia, que trazia conforto e bem-estar?”.“O melhor, sempre, e que nos traz tranquilidade, é entrar em contato com o que já conhecemos sobre nós mesmos - nossas habilidades, capacidades e criatividade”, coloca Gabriela.

Rita reforça que a pandemia afeta todas as famílias, “especialmente por uma questão de isolamento e novos hábitos, e também por conta de novas configurações financeiras”.“As crianças e os adolescentes apresentam taxa de mortalidade relativamente menor quando comparadas às de adultos e idosos, mas ganham atenção especial no atual cenário de mudanças mundiais, especialmente no que concerne às transformações na rotina, no ambiente escolar, nas relações familiares e psicossociais”, relata.

As crianças, consideradas ótimas observadoras, segundo ela, percebem com facilidade a situação temerosa e de crise. “Essa constatação mobiliza reflexões que resultaram, inclusive, na construção de uma cartilha pela Fiocruz, voltada à atenção à infância no momento de pandemia, por exemplo.Nesse documento, pesquisadores têm o objetivo de alertar para a saúde mental e psicossocial da criança, ressaltando uma fragilização na rede de apoio e sobrecargas emocionais de diversas ordens. Notam-se mudanças de comportamento, como irritabilidade, inquietação, medos e, até mesmo, agravamento do sentimento de solidão”, detalha.

Essas mudanças podem levar a alterações no padrão de sono e apetite, de acordo com Rita. “Ainda que tais reações sejam esperadas, carecem de atenção para evitar agravamentos e situações que tendem à cronicidade, levando a sofrimentos psíquicos mais graves como depressão ou mesmo ideações de morte. Além disso, a introdução do ensino remoto, até na educação infantil, tem demandado novas disposições com a tecnologia e reinvenções diárias entre famílias que materialmente possuem condições de acesso. Temos, por outro lado, segmentos ainda mais vulneráveis que apresentam dificuldades de acesso tecnológico e manutenção de hábitos alimentares mínimos, antes garantidos pela merenda escolar”, observa.

Desse modo, o cuidador “também tem desafios redobrados, já que vivencia juntamente à criança um alto impacto psicossocial durante a pandemia”. “Garantir a interação familiar e a busca de uma comunicação não violenta são caminhos importantes para atenuar o contexto de sofrimento. É interessante que a criança tenha um espaço para expressar suas percepções e sentimentos sobre o que observa ao seu redor. Os pais, por sua vez, são orientados a conversarem sem receio com ela, respeitando a sua faixa etária, de modo que fique aberto um canal compreensivo para os sentidos que possam emergir ao longo da nova situação vivida por todos. É relevante, ainda, o reconhecimento de que os pais não têm as respostas para a condução de algumas demandas no momento e que a família está em um processo de reconhecer seus novos limites e aprender com a pandemia”, salienta a docente.

Para Rita, “os momentos futuros dialogam com essa situação de incerteza, já que a possibilidade de transmissão viral não cessará a princípio, mantendo a necessidade de cuidados”. “Diante disso, haverá um processo de planejamento e construção de rotinas que busquem uma adaptabilidade criativa. A curiosidade da criança e do adolescente, juntamente aos recursos criativos dessas faixas etárias, podem ser explorados e potencializados pelos pais, de modo que o ambiente familiar acolha e tenha mais repertório para vivenciar e reconhecer os diferentes desafios do momento”, finaliza.

Informações sobre o curso de Psicologia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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