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Introdução alimentar do bebê e inclusão da família no processo de aleitamento materno são abordadas em atividades na Uniara

Publicado em: 27/09/2019

Explanações sobre introdução alimentar do bebê, alimentação complementar e inclusão da família no processo de aleitamento materno marcaram a mesa-redonda e a palestra promovidas pelo curso de Enfermagem da Universidade de Araraquara – Uniara nesta quinta-feira, dia 26 de setembro, no auditório principal da instituição.

A mesa-redonda “Alimentação complementar saudável e natural ao lactente”, também composta pela professora da graduação, Mariana Lopes Borges, foi ministrada pela nutricionista e terapeuta corporal reichiana, Agnes Alonso, e pela docente do curso, Cibele Correia Semeão Binotto.

“Trouxe um diálogo sobre introdução alimentar, no qual abordei o que é ideal para acontecer dentro das questões biológicas da nutrição, com um estudo que fiz recentemente dentro do campo da psicologia corporal reichiana. Fiz uma releitura de alguns métodos de introdução alimentar e apresentei algumas informações acerca disso”, relata Agnes.

Ela conta que discorreu, entre os assuntos, como não é bem-vinda uma introdução alimentar precoce e como evitar que isso ocorra. “Não é só aguardar a questão cronológica de o bebê completar o sexto mês de vida. Hoje, sabemos que alguns aspectos de prontidão alimentar devem ser observados, como ele se sentar sozinho e sem apoio, e apresentar muito interesse em comer. Quando é colocado para se alimentar, mas não está pronto, há mais risco de engasgamento e de não ter uma experiência positiva com a alimentação, sendo que conseguimos construir isso na vida adulta se ela for bem feita enquanto o indivíduo ainda é um bebê”, ressalta.

Quando a criança não apresenta uma curva de crescimento esperada pelo pediatra, pelos pais, familiares e cuidadores, de acordo com Agnes, os pais são, muitas vezes, encorajados a fazerem a introdução alimentar precoce, “e quando a criança é colocada a comer sem estar pronta, além dos problemas mencionados, ela pode se tornar seletiva depois de um tempo”. “Na vida adulta, pode desenvolver alguns traumas da oralidade, como, por exemplo, tendência a sofrer transtornos alimentares ou a comer de maneira compulsiva”, explica.

Já Cibele conta que sua explanação “foi na perspectiva pessoal, como mãe, em relação ao período da introdução alimentar, algo tão esperado por qualquer mãe, mas que é cheio de desafios pela questão da ansiedade em relação a ver como o bebê vai receber o alimento, se está no momento correto, e a melhor forma de oferecer a comida também”. “Minha abordagem foi no sentido de compartilhar um pouco dessa vivência para que isso possa ajudar também os alunos de Enfermagem para que, no futuro, como profissionais, possam ajudar outras mães a entenderem que esse é um processo de expectativa, mas também de grande alegria para a família, de modo que consigam fazer atividades de educação e saúde, consultas de enfermagem e visitas domiciliares com um pouco mais de empoderamento sobre esse contexto do período da amamentação e da introdução alimentar”, esclarece.

Em seguida, a enfermeira Graziela Aiola Valério Alves ministrou a palestra “A importância da inclusão da família no processo do aleitamento materno e desafios do retorno na mãe ao trabalho”. “Abordei essa introdução do pai e da família, destacando a importância desse pai com a criança que acaba de sair do hospital, e como ele pode ajudar a mãe para que ela não deixe de amamentar. Também falei sobre as leis trabalhistas - o pai tem direito à licença-paternidade, e ambos têm à maternidade”, detalha.

Graziela menciona que, quando uma mulher está grávida, é importante que o pai faça parte do pré-natal, “quando ele vai receber todas as orientações sobre aleitamento e a importância de amamentar o bebê”. “Quando o filho nasce, também tem a participação do pai no puerpério. Ele já está firme nas tomadas de decisões e atento às orientações que recebeu tanto do médico quanto do profissional de saúde, de modo que pode ajudar a mãe a trocar uma criança, banhá-la ou dar alimentos à mãe enquanto o bebê dorme, por exemplo. Durante o aleitamento, o pai pode dar um suco ou água, e também pode ser muito útil nos serviços de casa”, finaliza.

As atividades foram realizadas como parte da programação da Semana da Amamentação. Informações sobre o curso de Enfermagem da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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