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Mês de setembro traz visibilidade para a comunidade surda

Por: CAMILA VICENTE AYRES VALADÃO

28/09/2016

O Setembro Azul pode ser entendido como o marco fundamental quanto à mobilização nacional na defesa das escolas bilíngues para surdos, sendo motivado por uma crítica à atual política de educação especial. Durante o mês, acontecem seminários, palestras, apresentações teatrais, passeatas, audiências públicas, exposições, festas e outros eventos, nos diversos estados brasileiros.

Essa minoria linguística é considerada bilíngue, devido ao fato de ter a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como língua materna, e o português escrito, sua segunda língua.  O que vai diferenciar Libras das demais é sua modalidade, considerada visual-espacial, visto que o que é denominado ‘palavra’ na língua oral-auditiva, em Libras é conhecido como ‘sinais’. Pode ser apreendida naturalmente pelas pessoas surdas, e é usada apenas no Brasil pois, como as línguas de sinais não são universais, cada país possui sua própria língua.

Segundo o site Surdosol (http://www.surdosol.com.br), a Comunidade Surda conquistou o reconhecimento nacional sobre sua língua natural, registrado na lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002 e Decreto nº 5.626/2005, respeitando os valores da Linguística e Cultura dos Surdos, respeitando-a  como primeira Língua de Sinais dos Surdos e a Língua Portuguesa como segunda, como também o direito por Escolas Bilíngues para Surdos.

Ainda segundo o referido site, no processo de criação do nome "Setembro Azul", o azul simboliza, para a comunidade surda, o período da Segunda Guerra Mundial em que as pessoas com deficiência deviam usar uma faixa de cor azul fixada no braço, sendo identificados e mortos pelos nazistas, porque eles acreditavam que as pessoas com deficiência eram incapazes. A cor foi escolhida por Dr. Paddy Ladd. No dia 10 de setembro, é comemorado o Dia Mundial das Línguas de Sinais, no dia 26, o Dia Nacional da Pessoa Surda e no dia 30 de setembro, Dia Internacional da Pessoa Surda.

A pedagoga Alia Motih Fattah Ibhahim, em entrevista, diz ter se desenvolvido com dificuldade durante sua escolarização, “Tive alguns professores que não eram intérpretes, mas sabiam um pouco da Língua de Sinais, e me ensinava essa língua”, diz.

Em outros casos, Alia afirma ter tido apoio quanto a professores que buscavam ensiná-la focando na visualidade, vendo o professor escrever ou mostrar figuras.

O correto, segundo o Plano Nacional de Educação, é a educação bilíngue para surdos, onde o mesmo terá contato com a cultura surda, aprenderá Libras naturalmente, tendo o estímulo linguístico adequado. É mais adequado que o surdo tenha o conhecimento passado para ele em sua língua, sem adaptações e intérpretes. No mundo real, usualmente conseguem apenas intérpretes.Em cursos de licenciatura, a matéria Libras está presente, porém possui pouca prática e um número pequeno de horas/aula.

Segundo Censo 2010 do IBGE, existem 34,206 surdos no país. Destes, 77,302 estão na faixa escolar. Já no Ensino Superior, de 1629 surdos que ingressaram, apenas 217 concluíram a graduação.

Segundo Alia, já formada e aguardando o início da pós-graduação, grande parte dessa evasão é devido às dificuldades em sala de aula.

Publicada em 28/09/2016 às 22h32



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