Ageuniara

Encontro em S. Carlos debate consumo de informações

Por: CARLOS DE MELO RODRIGUES

16/09/2016

No dia 23 de setembro, às 19 horas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), de São Carlos, promoverá uma mesa redonda com o tema “ComuniCar - quem consome mídia?". O evento reunirá profissionais de comunicação que atuam no mercado regional para dialogar sobre o consumo de mídia nos dias de hoje e debater como a TV e o rádio estão sobrevivendo nesse cenário, diante da facilidade que a internet possibilita para divulgar informações.

Como um dos palestrantes convidados, Jhonatan Mazini, repórter da TV Clube-Band em Araraquara, enfatiza como é importante ser uma pessoa bem informada hoje em dia e agradece a oportunidade de poder debater suas ideias ao lado de grandes profissionais do mercado regional. O evento está aberto a qualquer pessoa que se interesse por comunicação. Afinal, não dá para negar o poder que a comunicação tem na vida das pessoas e viver bem informado é crucial, inclusive para saber tomar decisões no dia a dia. Será uma grande oportunidade de debater os rumos que a mídia deve tomar nos próximos anos e qual será o papel do público em relação a isso. "Fiquei muito feliz com esse convite, afinal, estarei ao lado de grandes profissionais e ter a chance de expor nossas ideias sobre esse cenário, é sem dúvida, um grande privilégio, afirma Mazini.

A discussão será ponderada pelo grupo Argumenta Aê!  que promove e organiza debates com conteúdo relevante. Mais informações no site www.sp.senac.br/jsp

TV é principal meio de informação

Uma levantamento realizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) em 2014, apontou que o meio de comunicação mais usado pelas pessoas se informarem é a televisão, mas o mais confiável, segundo a mesma pesquisa,  continua sendo o jornal impresso. O dados ainda mostram que a internet é o meio com mais tempo de uso, cerca de cinco horas por dia.

O aumento de consumo de informação na internet chamou a atenção de pesquisadores de uma universidade na Argentina. O Centro de Estudos sobre Meios e Sociedade (MESMO), em parceria com a Universidade San Andrés e com a Northwestern University, dos Estados Unidos, mostrou que jovens entre 18 a 29 anos, maior parte de classe média, acessam as notícias por meios digitais, mas como uma prática secundária, inserida em suas visitas frequentes nas redes sociais.

O jornalista Jhonatan Mazini diz que a internet se transformou em um grande veículo de comunicação, mas que nem tudo que é publicado nela tem a credibilidade de outros veículos, como rádio, TV e jornais impressos, onde existem profissionais totalmente dedicados exclusivamente para informar. Jhonatan diz ainda que os mais afetados são os jovens. “A internet se transformou em um grande veículo de comunicação e não dá para negar que através dela muita gente tem se informado hoje em dia. Talvez o que preocupa, principalmente a nós jornalistas, é que nem sempre a informação publicada na rede tem a credibilidade de outros veículos, como rádio, TV e jornais impressos, onde há profissionais dedicados exclusivamente para informar. E para piorar esse cenário, ainda há uma parcela significativa de internautas, principalmente os jovens, que não conseguem distinguir a informação verdadeira de um falso boato, e as consequências desse mau uso da rede para manter-se informado pode ser catastrófico”.

Jhonatan frisa que antigamente, quando não havia internet, as pessoas passavam o dia na frente da televisão, e que nem sempre o objetivo era se informar e sim se entreter, sendo uma consequência ficar informado. Hoje em dia acontece o mesmo, só que na internet. “Há pouco mais de dez anos, as pessoas passavam o dia em frente a um aparelho de televisão e nem sempre o objetivo era o de se informar. A notícia que era dada por meio dos telejornais acabava atingindo quem estava assistindo a outros programas, por exemplo. Na internet o fenômeno é o mesmo: o veículo de massa agora é outro e a notícia acaba sendo uma consequência em meio ao turbilhão de conteúdos difundidos nas redes sociais, principalmente”.

Em relação à pesquisa sobre confiabilidade dos meios de comunicação, o jornalista diz que isso varia de pessoa para pessoa. Um cidadão que já acompanha as notícias em um único meio há um longo período, tende a criar uma certa confiança. Mas deixa claro que existem outros parâmetros para os critérios de cada um. “Penso que esse comparativo do mais visto com o mais confiável, remete a questões do próprio comportamento do ser humano. Antigamente, o poder de uma palavra bastava para qualquer acordo comercial, por exemplo. Não havia a necessidade do registro, escrito e materializado. Algo que se perdeu ao longo do tempo. Hoje, o que está escrito tem muito mais valor do que meras palavras pronunciadas. E talvez por isso, o jornal impresso continua sendo o veículo de maior credibilidade, mas ainda assim acredito que há outros parâmetros que definem porque o público confia mais ou menos em determinados veículos, e talvez a história e consolidação da marca seja um deles”.

(Publicado em 16/9/2016 - 20h07)

 



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