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Vai de copinho: brasileiras aderem ao coletor menstrual

Por: CAMILA VICENTE AYRES VALADÃO

01/06/2016

Os motivos pelos quais as mulheres estão experimentando o coletor menstrual variam, mas todas acabam refletindo sobre o fato de que o absorvente sintético pode aumentar o fluxo menstrual, além de causar irritações e alergias, e os internos, por sua vez,  são feitos de algodão e mais 12 substâncias químicas e ressecam a flora.

Já o coletor é hipoalergênico, feito de silicone e não resseca a vagina. Os absorventes internos, por sua vez,  são feitos de algodão e mais 12 substâncias químicas e ressecam a flora. 

“O objetivo do coletor é simplesmente coletar o fluxo e pode ser usado por até 12 horas. Depois é só retirar, lavar com água morna e sabão neutro e usar novamente. A questão higiênica é outro fator a ser considerado, pois como não há proliferação de bactérias enquanto o sangue não entra em contato com o ar, ele não exala odores. De outra forma, não é necessário retirá-lo para urinar ou evacuar", explica o ginecologista e obstetra, Antônio Alves Ferreira, de Araraquara (SP).

" Produzido 100% em silicone medicinal, não interfere na umidade natural da vagina e é hipoalergênico, não contém substâncias químicas e também ajuda a diminuir o risco de infecções. É, também a solução, para mulheres que costumam ficar com a pele irritada e têm alergia aos absorventes por causa do contato direto”, completa.

Para o ginecologista, o que, muitas vezes, causa dúvida, é a escolha do tamanho do produto. Cada marca tem suas indicações específicas, mas todas afirmam que é importante escolher o tamanho adequado para prevenir vazamentos.  

Sites de marcas que disponibilizam o produto são claras ao afirmar que a recomendação de tamanho é feita baseada na tonicidade do assoalho pélvico que, naturalmente, diminui e perde elasticidade com a idade e, também, devido à gestação. O fluxo e porte físico da mulher não interferem na escolha do modelo. Conforme esses sites, sendo o silicone muito durável, a validade do produto depende de diversos fatores tais como: frequência e modo de higienização, ph vaginal e produtos de limpeza que são utilizados. 

O ginecologista observa que é  recomendável  que as usuárias verifiquem regularmente seus coletores para ver se não há sinais de deterioração como alteração da cor, consistência, odores ou partes quebradiças. O ideal é que seja trocado entre dois ou três anos, mas cabe a cada consumidora decidir quando substituir seu coletor. Esse prazo pode chegar a dez anos.

" Cabe a cada mulher escolher, experimentar ou não, analisar o produto e decidir qual é a melhor opção", finaliza o médico. 

Trajetória

Segundo informações do site www.fdaagents.com ( Página de Classificação na FDA - Food and Drug Administration), produzido industrialmente nos Estados Unidos, desde a década de 1930, tendo sua fabricação interrompida sem lucros na década de 1950, devido à não aceitação feminina e falta de popularidade, o coletor ressurgiu em 1970 com característica descartável. 

Ainda , de acordo com o site, desde 1987 é fabricado em látex e em dois tamanhos, um deles voltado para mulheres mais jovens e sem filhos. Tornou-se bastante popular por ser reutilizável e duradouro, permitindo grande economia ao longo dos anos, comparado a absorventes internos e externos. Recebeu boas críticas dos médicos, que o julgaram extremamente seguro, inofensivo e capaz de reduzir a ocorrência de infecções genitais comumente relacionadas ao uso de absorventes e tampões. ( Fonte: Página de Classificação na FDA - Food and Drug Administration - site www.fdaagents.com ).

Publicada em 01/06/2016 às 20h46



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