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Cursinho CUCA de Araraquara enfrenta dificuldades para se manter

Por: TALISSA FÁVERO GOUVÊA

20/05/2016

O Curso Unificado do Câmpus de Araraquara – CUCA tem passado por dificuldades financeiras e está com dificuldades para manter-se.  A permanência dos professores é a maior preocupação para a sobrevivência do cursinho pré-vestibular.

Atualmente, o CUCA possui três núcleos em Araraquara: dois no Centro da cidade e um  no Instituto de Química da Unesp (IQ). As unidades centrais possuem parceria com a Prefeitura Municipal da cidade. Já o núcleo do Instituto de Química é mantido pela Pró-Reitoria de Extensão Universitária (PROEX). Toda a equipe de professores do CUCA é formada por alunos regularmente matriculados na Unesp.

O cursinho é um projeto de extensão universitária que tem proporcionado aos seus alunos muitas aprovações em vestibulares. Por esse motivo, o cursinho é reconhecido por Araraquara e região.

Segundo Amadeu Moura Bego, supervisor pedagógico do núcleo IQ, o número de bolsas estudantis destinadas à equipe do cursinho está cada vez menor, considerando os cortes de verbas que acontecem desde 2014. “Antes, tínhamos 23 bolsas estudantis. Esse número contemplava toda a equipe, mas atualmente temos por volta de 18 bolsas. Por camaradagem e compreensão, alguns professores chegam até a dividir as bolsas entre eles”.

A redução dos recursos prejudica o projeto de extensão e também a permanência estudantil, visto que muitos professores precisam da bolsa para manter-se na universidade. Victor Souza Jorqueira, bolsista do projeto e coordenador administrativo do núcleo IQ, explica que a bolsa é necessária para a sobrevivência do aluno dentro da Unesp. “Os cortes estão nos prejudicando muito. Tínhamos 200 alunos e hoje só temos 100. O projeto tem de sobreviver para trazer a comunidade à universidade pública”. O medo de que o cursinho acabe também é mencionado por Jorqueira. Ele comenta que existe uma grande demanda para cursinhos populares. “As políticas públicas devem ser amplas para que possam abranger todas as pessoas que querem entrar na universidade. A área da educação não deve ser prioridade nos cortes do governo.”

Ricardo Ferreira está no primeiro ano do cursinho e quer prestar medicina. Ele desabafa que veio de escola pública, mas que o ensino é totalmente defasado e se sente prejudicado por isso. "O cursinho prioriza as pessoas mais carentes, por isso essa oportunidade é muito importante para mim. Os professores são muito dedicados e isso é notório durante as aulas"

O cursinho existe desde 1993, mas só em 1997 é que se transformou em projeto de extensão universitária. O CUCA atende alunos menos favorecidos financeiramente e oriundos de escola pública com o objetivo de dar oportunidades para que eles cheguem à universidade. Atualmente o cursinho atende 270 alunos só em Araraquara. No ano passado, mais de 70 alunos foram aprovados nas universidades.

(Publicado em 20/5/2016 - 21h50)

 

 



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