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Pesquisa mostra atuação da Fisioterapia em pacientes com fibrose cística

Por: SÉRGIO GABRIEL CALERA

18/11/2015

A Genética estuda a transferência das características físicas e biológicas de geração para geração. Muitos cientistas acreditam que a explicação para inúmeros problemas genéticos se encontra nos genes. A fibrose cística é uma doença genética que afeta as glândulas exócrinas e do trato digestivo, reprodutor e respiratório, propiciando a maior possibilidade de infecções respiratórias, sendo a falência pulmonar ainda a principal causa de mortalidade da doença.

Segundo a Fisioterapeuta de Matão (SP), Cínthia de Sousa Costa, o gene causador da doença está localizado no cromossomo 7, que é responsável pela codificação da proteína Reguladora de Condutância Transmembrana da Fibrose Cística (CFTR), levando a alterações das proteínas viscoelásticas do muco. “A doença pode ser diagnosticada pela presença de uma ou mais características clínicas, histórico familiar ou teste de triagem neonatal positivo, associados de anormalidade do CFTR. Mas dados mostram que o diagnóstico da fibrose cística é tardiamente elaborado na média dos 4,5 anos, sendo que no Brasil, os dados baixaram devido à inclusão da dosagem tripsina imunorreativa ao teste do pezinho”, explica.

Em 2010, Cínthia realizou seu Trabalho de Conclusão de Curso sobre a atuação da Fisioterapia em pacientes com fibrose cística e conseguiu se aprofundar mais no assunto, além de conviver com portadores da doença. O estudante Mateus Calera, 15 anos, de Matão, que possui fibrose cística e contribuiu com informações sobre a patologia, contou um pouco da sua história com a doença. “Eu descobri com 5 anos, até então eu tinha muitas pneumonias. Então, um médico me encaminhou para o HC de Ribeirão Preto e foi constatado a fibrose cística. No começo era difícil porque eu não queria fazer as inalações e as fisioterapias. Eu precisava dedicar muito tempo, era cansativo e eu tinha que parar de brincar para  realizar o tratamento. Hoje, acostumei, mas ainda é difícil, porque continuo precisando parar de fazer algumas coisas para fazer os procedimentos, mas minha vida melhorou muito depois dos medicamentos certos”, relata Mateus.

A mãe do estudante, Margareth Rigueiro Calera, explica que ele sofreu muito antes de descobrir a fibrose cística porque a família não desconfiava de nada e não conhecia a doença. “Quando a doença foi diagnosticada em Ribeirão, através do teste do suor, eu fiquei mais aliviada porque pelo menos já tinha uma explicação. Só que para o Mateus foi pior, por conta dos exercícios que ele precisava fazer, na verdade, para todas as crianças que descobrem é difícil, pois elas não aceitam. Eu tinha muita pena porque ele tinha que parar de brincar ou fazer outras coisas para se dedicar ao tratamento”

Quando questionada sobre a estimativa de vida da fibrose cística, Cínthia diz que com o auxilio da Fisioterapia, vários centros que tratam a doença tiveram uma média em que os pacientes ultrapassaram os 20 anos, com a maioria estudando ou trabalhando e apenas 10% com comprometimento clínico grave, impedindo sua vida produtiva.

Margareth revela que a estimativa de vida estudada para o Mateus era até os 12 anos, então quando a época foi chegando, todos tiveram medo das consequências. “Os médicos na época mostraram estudos de uma sobrevida muito baixa, ficamos assustados, porque qualquer infecção ou uma pneumonia muito forte pode trazer graves problemas. É uma situação muito difícil, por isso eu sempre controlo e estou 24 horas cobrando ele, mesmo que ele não goste muito, não podemos descuidar”, relata.

Ao finalizar a entrevista, Margareth conta que mesmo com a doença, Mateus sempre está feliz, rindo e sem demonstrar nenhum problema, sempre cativando a todos com sua simpatia e alegria. “Mesmo que ele não tenha superado e aceitado totalmente a doença, nós sempre apoiamos e tentamos mostrar o que é melhor para ele, porque a fibrose é ingrata, impossibilita a realização de muitas atividades do cotidiano, mas ninguém vê essa limitação no Mateus, para se ter uma ideia, nem ele mesmo enxerga nenhuma incapacidade, ele é um guerreiro”, destaca.

Publicada em 18/11/2015 às 19h04.



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