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Psicólogo analisa porque homens e mulheres traem

Por: NATALIA FERREIRA SCHIMIDT

15/04/2015

A cada abordagem da psicologia pode se definir de maneira diferenciada ao interpretar o comportamento que levam homens e mulheres ao ato da traição. Sendo assim, são subdivididas de acordo com um tipo de visão da psicologia como a comportamental, psicanálise, entre vários outros ramos que de pontos de vista distintos  abordam a traição de um ângulo diferente.

O psicólogo comportamental, Daniel Buzzá, de Nova Europa (SP), explica que na Psicanálise, são utilizadas regras como métodos para generalizar o comportamento inadequado. Mas, para se seguir o pensamento principal comportamental da psicologia, não existe uma regra. Por quê?

De acordo com Buzzá, para a Psicologia Comportamental, é levado em conta, individualmente, os fatores que estão no ambiente da pessoa e os comportamentos desencadeados por ela mesma, ou seja, trair. " No caso, os fatos que levaram ao cônjuge a tomar tal atitude imprudente, repetindo ou cometendo. Na maioria das vezes, é ocasionada pelo fator externo do próprio cônjuge, ou seja, pela falta de algo que não existe mais no relacionamento atual, o que faz com que esse homem ou essa mulher, busque num indivíduo externo suprir essa 'necessidade'", completa. Levando-a com que busque a atenção, ou qualquer outra necessidade num terceiro. 

Outra possibilidade possível, conforme o psicólogo, é a convivência presente dos atos. Vivenciados por ela(e) dentro do próprio círculo onde foi criado. Exemplos errados podem acabar tornando o que para eles não passem de comportamentos naturais, que seriam aceitáveis. "A traição moralmente para essas pessoas é considerada comum, para que possam não só suprir a falta do companheiro, mas também para sustentar a sua família sem que ela seja atingida diretamente pela ausência do cônjuge, não tendo assim, de maneira individual, consciência de estar certo ou errado", observa. Afinal, para quem vive uma aventura de risco, acaba, de certa forma, tornando-se algo relativamente curioso e excitante, o que desperta nele ou nela um desejo atrativo.

Mundo Tecnológico

Existe também o lado virtual da história. No mundo tecnológico a infidelidade on-line (mensagens, Facebook, vídeos, etc.) estão cada vez mais frequentes. Para algumas pessoas o fato de ser acessado pelo parceiro algum site pornográfico já é um ato de infidelidade. Entretanto, existem muitos casais que assistem juntos. Assim como também os sites de bate-papo, onde casais ou solteiros se ingressam a fim de procurar algo que os interessem levando a obter tal atitude. "Pouco importa com quem seja, o que é posto em análise é o comportamento de trair, onde o momento de euforia, excitação e adrenalina causa no sangue", ressalta Buzzá. É aí que acaba gerando infidelidade por uma das partes, mesmo que o seu parceiro seja completo, só pelo fato desse comportamento se tornar rotineiro e repetitivo.

Nesta busca desenfreada por esses prazeres que a tecnologia, a mídia e os exemplos que são proporcionados por eles, aplicam-se um conhecido ditado popular: “A grama do vizinho é mais verde.”

Realmente, seu par pode ser a mulher ou homem mais perfeito que conheceu, mas, com a pressão fortemente presente em nossas vidas de forma indireta ou não, nos levam a tomar atitudes irrelevantes com o pensamento de que uma aventura seria uma peça chave para revigorar seu relacionamento.

As novelas são as maiores incentivadoras desse ato. Pode-se notar que nelas, a infidelidade é vista como algo bom, prazeroso e correto. Não mostrando o lado ruim da atitude escolhida, o transtorno psicológico que pode causar no parceiro. Sendo assim, de maneira indireta, as telas podem fazer com que por curiosidade e não necessidade leve as pessoas para um mundo ilusório, onde no qual nada e nem ninguém descobrirá ou sairá prejudicado.

Mesmo tapando os olhos para não ver o que é certo ou errado a ser feito contra quem está ao seu lado, as pessoas sabem bem o que devem ou não fazer de acordo com a sociedade em que vivem. Existem  várias possibilidades conclusivas, entre psicológica, comportamental, tendenciosa, curiosa, insatisfatória, onde somente a análise individual do ser por mais que complexa que seja deve ser levada em conta.

Publicada em 15/4/2015 às 19h24.



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