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COMUNICADO

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Agronegócio: faz bem ou mal?

Por: RODRIGO FERREIRA SALLUN

26/09/2013

O plantio de monoculturas sempre causa prejuízos incalculáveis ao meio ambiente? Trabalhadores rurais trabalham todos subempregados e em regime desumano? Plantações extensas de uma única cultura inevitavelmente afastam os pássaros e extinguem ecossistemas?

Certamente o agronegócio, apesar de sustentar a balança comercial brasileira, tem sido duramente criticado nas últimas décadas, tanto pela mídia em geral, quanto por ativistas de determinadas ONG´s. O assunto é mesmo polêmico, e é importante que seja ponderado com justiça.

O cultivo mais censurado e mal avaliado pelos críticos contrários ao agronegócio é, sem dúvida, o sucroalcooleiro.

O senso comum é categórico: “Produzir álcool e açúcar em larga escala certamente gera custos altíssimos para a ordem social e traz sérios prejuízos ambientais”. Este tipo de pensamento, bastante presente no imaginário de boa parte da coletividade, está fundamentado em fatos reais mostrados através da mídia, por meio da difusão de milhares de imagens degradantes ao meio ambiente, pela má manipulação do solo e pela forma desumana e criminosa com a qual alguns trabalhadores rurais são tratados por irresponsáveis usineiros.

O fato é que se faz necessário separar o joio do trigo. É importante noticiar também que existem fazendas responsáveis e preocupadas com a questão sócio-ambiental.

A Usina São Martinho, localizada em Pradópolis(SP),na região de Ribeirão Preto(SP), abriu suas portas para várias universidades paulistas e mostrou a dezenas de alunos que cursam jornalismo como conseguem produzir em larga escala, gerando empregos e crescimento econômico com sustentabilidade.

Gestão de pessoas

Além de oferecer aos trabalhadores rurais, ginástica laboral, abrigo para proteção solar, áreas de convivência e refeição balanceada, a usina cumpre rigorosamente todos os direitos trabalhistas e vai além, pois não existem trabalhadores terceirizados nas fazendas da Usina.

O gerente de produção agrícola da São Martinho, Maurício Simões, alega que a escolha por não terceirizar é estratégica, pois os trabalhadores registrados produzem mais e melhor e, além disso, no período da entressafra, é possível colocá-los em treinamento de requalificação. Dessa forma, conseguem melhoras contínuas nos processos de produção por meio do aprimoramento que a qualificação proporciona aos funcionários.

Segundo Simões, este treinamento além de ser grande diferencial, é inclusive considerado investimento porque gera vantagens competitivas em relação a outras usinas, uma vez que também possibilita a seus cortadores manuais de cana e, até mesmo, a outros moradores da região, treinamento profissional para os ofícios de mecânico, operador de trator, motorista, operador de colheitadeira e caldeireiro.

Só na entressafra 2012/2013 foram 400 pessoas, entre ex-cortadores de cana e moradores da região, inseridos ou recolocados no mercado de trabalho.

Protocolo ambiental

Firmado em 2007 junto à Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o protocolo agro-ambiental fixa prazos legais para a eliminação completa das queimadas para a despalha dos canaviais e determina que até 2017 nenhuma usina poderá mais utilizar-se de tal prática em hipótese alguma.

Simões revela que a usina já cumpriu integralmente tal protocolo e que o processo de colheita já está 95% mecanizado. Além disso, ressalta sobre a importância do projeto de reflorestamento da usina, no qual mais de 300 mil mudas foram plantadas nos últimos nove anos, com a participação de pouco mais de 4000 mil funcionários da empresa. Destaca também que nas fazendas da usina não se pratica queimada de forma nenhuma.

Meio ambiente em harmonia

Na Fazenda de Pradópolis, dentre as mais de 300 mil mudas, mais de 2 mil são nativas. Visitando a ampla área reflorestada, foi possível verificar interessante ecossistema em fase de formação, onde já existem capivaras, muitas árvores, uma grande lagoa e, inclusive, algumas espécies de pássaros.

Simões salienta também que não há transgenia nas fazendas e que a usina busca constantemente por inovação e tecnologia, sem abrir mão da sustentabilidade.

Agendamento para visitas

Quem tiver interesse em agendar uma visita para conhecer o funcionamento da Usina deve ligar para o telefone (16)39819000.



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