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Reeleição de Obama repercute em Araraquara

Por: PAULO HERIQUE RIBEIRO CARDOZO

14/11/2012

A última semana foi marcada pela expectativa acerca dos acontecimentos políticos nos Estados Unidos. A disputa acirrada entre o atual presidente, o democrata Barack Obama, candidato à reeleição, e o oposicionista republicano Mitt Romney sinalizavam para o equilíbrio, o que acabou corroborado pelo resultado das urnas em 07 de novembro último, culminando na vitória de Obama.

Por aqui a atenção não era menor já que, dependendo do resultado das urnas,os produtos que algumas empresas da região exportam para os Estados Unidos poderiam continuar a perder competitividade ou se algo se modificasse na política econômica esses produtos poderiam tornar-se mais competitivos. Há alguns anos os Estados Unidos vem subsidiando produtos americanos ou oriundos de países que têm acordos bilaterais com aquele país, ou impondo dura taxação aos produtos brasileiros e de outras nacionalidades.

“Historicamente os democratas tendem a ser mais protecionistas que os republicanos, porém, o setor citrícola especificamente obteve vitórias importantes durante o primeiro mandato do Presidente Obama”, lembra Marcio Henrique Urban, Gerente de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Cutrale,cuja matriz está sediada em Araraquara(SP), produtora de suco concentrado, que tem no mercado norte americano, um de seus principais parceiros comerciais.

Para o coordenador do curso de Administração do Centro Universitário de Araraquara (UNIARA) professor Eduardo Rois Morales Alves, as relações comerciais entre os dois países pouco devem se alterar, pois o Brasil é um grande mercado, tem se destacado na última década e os Estados Unidos sabem desse potencial, embora não tratem as relações comerciais com o Brasil com nenhuma deferência especial. “Entendo que o Obama não amolecerá os interesses norte-americanos aqui, porém, também, nossas relações não devem se deteriorar, já que ele tem clareza da importância brasileira enquanto principal parceiro econômico e potência regional na América Latina”.

Para Urban o grande esforço agora é fazer com que as relações comerciais avancem em condições de igualdade para ambos os lados, pois nessas condições, todos tendem a ganhar mais com a relação. “Vejo com bons olhos o possível interesse dos americanos em expandir as relações comerciais com o Brasil. Nosso maior cuidado e interesse deveria ser garantir que o processo se transforme em uma estrada de mão-dupla, com ganhos, pesos e medidas iguais para ambos os lados da balança”, assegura o gestor.

Já para Alves, embora o Brasil tenha simpatia maior por Obama, as dificuldades no campo comercial devem continuar, já que não há sinais claros de haver alguma facilitação significativa para a entrada de produtos brasileiros no mercado norte-americano, sobretudo porque aquele país vive uma das maiores crises econômicas e de empregabilidade de sua história. “Acho que a maior simpatia que o Brasil e o mundo nutrem pelo Obama não se traduzirá, nos próximos anos, em benesses dos EUA ao comércio internacional”, finaliza o coordenador.



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