[ mostrar mensagem ]

COMUNICADO

A Rádio Uniara FM 100,1 está temporariamente fora do ar para ajustes técnicos.

Em breve, toda a programação da rádio estará normalizada. Agradecemos a compreensão de todos os nossos ouvintes

Cordialmente,

Universidade de Araraquara - Uniara

[ ocultar ]

UNIARA

Ageuniara

Mercado sucroalcoleiro investe em soluções voltadas à sustentabilidade *

Por: ANDRE LUIS SOUZA DIAS

27/10/2012

O agronegócio brasileiro enfrenta diversos desafios para se consolidar no mercado mundial. A atenção está voltada a diversos fatores como a produção de alimentos e fornecimento de energias renováveis, porém, uma nova preocupação do século XXI, que ultimamente vem ultrapassando barreiras é a sustentabilidade da atividade como um todo. O setor vem se organizando para encontrar soluções. Investe em pesquisas para aperfeiçoar tecnologias adequadas em toda a cadeia de produção, ao mesmo tempo em que busca definir políticas públicas para efetivação destas ações, tanto na produção, quanto nas atitudes a serem praticadas.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem sete bilhões de habitantes na terra. A estimativa é que este número aumente para nove bilhões em 2050. Os especialistas do setor acreditam que haverá forte crescimento da demanda por alimentos e outros produtos. Como os recursos são limitados, a solução é uma abordagem sustentável que integre tecnologia, o homem e o campo.

De acordo com o engenheiro agrônomo diretor de uma empresa de consultoria e projetos para o setor sucroalcooleiro e presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, as usinas no Brasil estão preocupadas em serem certificadas pelas agências internacionais para não terem problemas no mercado internacional. “Os Estados Unidos definem o etanol brasileiro como avançado e, sendo assim, ele entra no país sem pagar imposto e ainda recebe prêmios”, ressalta.

Uma das empresas que se destacam no Interior de São Paulo é a Usina São Martinho. O Grupo está entre os maiores conjuntos sucroenergéticos do Brasil, sendo uma das maiores produtoras da América Latina, com três usinas em operação: São Martinho, localizada no município paulista de Pradópolis (região de Ribeirão Preto), Iracema, situada na cidade de Iracemápolis (região de Limeira, SP), e Boa Vista, em Quirinópolis, a 300 km de Goiânia, em Goiás.

A empresa possui diversas ações visando a sustentabilidade, como, por exemplo, a criação de um Centro de Educação Ambiental, viveiro de mudas que produz anualmente cerca de 380 mil espécies de mudas, projeto “Viva a Natureza” que prevê o plantio de mais de um milhão de mudas em dez anos, dentre outras ações.

Segundo Fábio Venturelli, vice-diretor do grupo, a sustentabilidade vem sendo um pilar estratégico do grupo mesmo antes da palavra tomar relevância e importância. “A sustentabilidade não está apenas expressa em nossa missão, visão e valores, mas está presente cada vez mais em nossas decisões no dia a dia”, afirma.

Uma das ações do grupo com relação à sustentabilidade é a geração de energia limpa resultante da queima do bagaço da cana. O resíduo da moagem da cana é utilizado como combustível nas caldeiras que abastecem com energia elétrica as usinas durante toda a safra e tem seu excedente comercializado.

Outra preocupação abrange o uso responsável do solo. Desde o plantio até a colheita mecanizada da cana-de-açúcar, são utilizadas tecnologias e inciativas voltadas à sustentabilidade. Essas práticas abrangem a reutilização de resíduos no processo produtivo e o constante investimento em processos e tecnologias adequadas.

Para fiscalizar estas ações, o grupo criou um Código de Ética e Conduta Profissional, com normas e princípios que devem ser observados e seguidos por todos os seus integrantes: colaboradores, estagiários, aprendizes, gestores, assessores, diretores, membros dos Conselhos de Administração e Fiscal e, também, colaboradores de empresas terceirizadas, que prestam serviços à empresa. O projeto enfocou a avaliação das iniciativas, sistemas, políticas e indicadores de responsabilidade socioambiental já existentes, bem como a identificação de riscos, oportunidades e temas estratégicos de sustentabilidade.

Outra empresa que se destaca nesta questão é a Nardini Agroindustrial Ltda. Localizada em Vista Alegre do Alto, interior de SP, foi uma das primeiras do setor sucroenergético a aderir ao Protocolo Agroambiental, em 2007. Este protocolo determina a extinção da queima de palha de cana até 2014, nas áreas mecanizáveis; e em 2017 nas áreas em que a mecanização é impossível devido às condições topográficas.

O projeto EcoAR, que tem o envolvimento dos motoristas e mecânicos da Nardini, tem o objetivo de controlar a emissão de gases dos veículos movidos a díesel. A empresa conseguiu o selo de qualidade ISO 9000 no ano de 2005 e, em 2007, o Selo Ibase/Betinho, que significa o reconhecimento da prática de responsabilidade social e ambiental.

Segundo o engenheiro agrônomo responsável pelo setor ambiental da empresa, Rodrigo Robes, a Nardini está consciente da responsabilidade ambiental e social que o desenvolvimento econômico determina, uma vez que entende que a proteção dos recursos naturais é fundamental para a preservação das gerações futuras e também para a sobrevivência da própria empresa.

Robes lembra que a agroindústria da cana-de-açúcar encontra-se atualmente diante do desafio de provar sua sustentabilidade a todos que a questionam. “Não existe um empreendimento que seja integralmente sustentável, mas o equilíbrio entre as decisões econômicas e as ações sociais, dentro de limites ambientais, deve ser buscado continuamente. O etanol brasileiro somente abrirá as portas do futuro se advir de uma cadeia de produção ambientalmente correta e socialmente responsável”, diz.

No interior do estado de São Paulo, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) colabora com pesquisas para mudas de cana-de-açúcar especificas para cada clima e solo, viabilizando um ganho de até 35% na produtividade.

* Especial para a Ageuniara

Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/