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Em Ribeirão Bonito, 25% dos moradores não nasceram no Estado de São Paulo

Por: CELSO LUIS GALLO

25/06/2012

De acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, um quarto da população de Ribeirão Bonito não é nascido no Estado de São Paulo. Dos 12.135 habitantes, 3.057 são naturais de outras Unidades da Federação, 25,19% do total. O número é superior à média estadual e de outras cidades da região.

Em todo o Estado, 20,68% dos 41 milhões de habitantes não são paulistas de nascimento. Nas maiores cidades da região, os números também são inferiores: em São Carlos, 16,44% dos 221.950 moradores são oriundos de outros estados; em Araraquara, eles são quase 14% das 208.662 pessoas registradas em 2010.

Os municípios vizinhos de Ribeirão Bonito e que têm população parecida possuem índices menores. Em Ibaté, com 30.734 habitantes, 6.623 (21,54%) se encaixam nesse grupo. Em Boa Esperança do Sul, onde moram 13.645 pessoas, 2.251 (16,49%) não nasceram em São Paulo. Dourado, com 8.609 moradores, tem 672 vindos de outras unidades federativas (7,80%).

Além das pessoas que mudam de Estado por diversos motivos, várias famílias se instalaram em Ribeirão Bonito em virtude de trabalhos na zona rural, como acontece em outras regiões do interior de São Paulo. Nos bairros populares, é grande a presença de nordestinos que escolheram a cidade para viver.

Para o prefeito Paulo Antonio Gobato Veiga (PPS), os investimentos municipais não sofrem grandes mudanças com essa migração. “No orçamento, o impacto das pessoas que já fixaram residência não é tão grande. O impacto maior é daquele que vem de forma temporária. Quem já tem residência no município também gasta no comércio local, paga IPTU, gera receita para a cidade”, disse.

Uma das pessoas vindas de fora do Estado paulista é Edvaldo José da Silva, de 42 anos. Nascido em Alagoas, ele se mudou para o município há sete anos, pois já tinha familiares residentes ali. Edvaldo passou por cidades da Grande São Paulo antes de ir a Ribeirão Bonito, onde conseguiu um emprego em uma padaria. O que era para ser um serviço temporário foi seu trabalho durante cinco anos.

A adaptação, segundo ele, não foi difícil. “Eu me adaptei rápido a Ribeirão Bonito, não tive dificuldade. Hoje eu me sinto um cidadão ribeirão-bonitense”, afirma Edvaldo.

Carlos de Jesus Machado, 28 anos, nasceu em Mairi (BA) e mora no município desde 2003. Naquela época, amigos o indicaram para um emprego em corte de cana, onde trabalhou por cinco anos. Hoje, ele é motorista em um supermercado, casou-se e mora com a esposa e uma filha de 2 anos. O restante dos familiares ficou na Bahia.

De acordo com Carlos, o modo de vida nos dois Estados é bem diferente. “Na Bahia, trabalha-se menos e não é preciso se esforçar tanto. Aqui [em São Paulo], todo dia tem a rotina do seu serviço, das fábricas. Lá é mais lento”, disse. Apesar da distância, ele não pensa em sair de Ribeirão Bonito. “A gente faz um passeio no final do ano, quando matamos a saudade [dos parentes]. Depois voltamos à rotina normal”, contou.

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