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Obesidade infantil preocupa pais e profissionais de saúde

Por: PAULO HERIQUE RIBEIRO CARDOZO

12/06/2012

A vida moderna obriga que pais e responsáveis cuidem ainda mais dos hábitos de qualquer natureza de seus filhos e as maiores preocupações referem-se à violência, os estudos e o consumo de álcool e drogas.

Mas, poucos pais preocupam-se com o comportamento dos filhos em relação aos hábitos alimentares, o que pode estar dando margem para desencadear uma situação que o Ministério da Saúde já encara como epidêmica: o sobrepeso e a obesidade entre crianças e jovens.

Para a professora Ana Carolina Carneiro, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário de Araraquara(UNIARA), vários fatores são responsáveis pelo aumento do peso médio das crianças e jovens, sobretudo nos últimos 15 anos. O fator genético é determinante na tendência da criança ter ou não inclinação para sobrepeso e obesidade. “Uma criança filha de pai ou mãe obeso terá 40% de chances de tornar-se um adulto obeso; se a criança tem pai e mãe obesos, essa chance dobra e vai a 80%. Portanto, o fator genético tem sempre que ser considerado”, destaca a professora.

O sedentarismo com o qual as crianças estão acostumadas, já que as brincadeiras hoje remetem mais aos computadores e vídeo games e exigem menos esforço físico das crianças, com menor queima calórica. Outro fator a ser considerado é o exemplo dos pais em casa. “Se a criança vê os pais consumindo refrigerantes todos os dias, ela crescerá entendendo que esse é um costume normal e inofensivo, e certamente terá uma maior propensão a ser um adolescente e um adulto com problemas com a balança”, destaca a nutricionista.

Jussara Aparecida Gimenes Borges, administradora em Recursos Humanos, tem dois filhos que controlam peso desde pequenos, mas por ser uma pessoa regrada nos hábitos alimentares, a administradora entende que o fator genético é o mais decisivo no que se refere a tendência que os filhos têm de ganhar peso. “Eu costumo consumir alimentos saudáveis e de modo mais regrado, mas os meus filhos só tiveram consciência de que deveriam ter uma alimentação mais adequada à saúde quando chegaram à adolescência e aí a vaidade falou mais alto”, reitera a administradora.

Jussara destaca ainda que a propaganda das comidas rápidas, os chamados fast foods, e a vida corrida da atualidade, contribuem de modo significativo para estimular que os filhos tenham uma alimentação pouco saudável.

A nutricionista Ana Carolina, completa: “além desses fatores, a proibição de venda de alimentos gordurosos nas cantinas das escolas, política já exercida por algumas redes de ensino do país, deve contribuir para que as crianças e as famílias passem a desfrutar de hábitos alimentares mais saudáveis”, finaliza.



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