Ageuniara

Casa Transitória de Araraquara recebe mais moradores de rua no inverno

Por: ANDREZA CRISTINA PALANCA CAMARGO

30/06/2010

A Casa Transitória Assad Kan, localizada no bairro Santana, da cidade de Araraquara, recebe durante o inverno um número maior de moradores de rua e itinerantes, vindos da região, principalmente das cidades de São Carlos, Matão e Jaú.

O albergue possui 42 vagas para homens e 15 para mulheres. O movimento é rotatório e tem dias em que não há vagas disponíveis. Homens e mulheres na faixa etária de 18 a 60 anos freqüentam a casa que hoje é ocupada por 35 homens e apenas 5 mulheres.

São vinte funcionários que trabalham no albergue, entre motoristas, porteiros, assistentes sociais, faxineiras, cozinheiras, gestora e gerente.

O albergue é aberto 24 horas de segunda a segunda, porém, existem algumas regras estabelecidas a serem cumpridas, como é o caso do horário de saída e chegada dos frequentadores da casa.

Segundo Angélica Campaneri, gestora e assistente social da Casa Transitória, um dos principais motivos da vinda desses moradores ao albergue é o abandono pelos familiares, que não sabem como lidar com o problema do uso de drogas e o consumo de bebida alcoólica.

Hoje, o albergue trabalha em parceria com órgãos da saúde pública do município de Araraquara, como é o caso do hospital psiquiátrico Caibar Schutel, para onde são encaminhados os casos que necessitam de atenção e tratamento especifico.

Ana Cássia Volpi, assistente social, acompanha junto aos moradores da casa, o projeto Rua da Arte, que é uma oficina de artesanato. O objetivo é obter geração de trabalho e renda, além da terapia ocupacional.

O projeto existe há dois anos e os trabalhos são expostos na feira que acontece no DAAE e na Facira, relata Odílio Rios, gerente da casa transitória.

Amilton Danilo Tomaz Pinto, 60 anos, nasceu em Araraquara e perdeu a mãe ainda criança. Foi criado pelo pai que acabou tornando-se morador de rua. Amilton vive na casa transitória há 2 anos. Foi recolhido das ruas em 2008, depois de uma queda que sofreu na escadaria da Igreja Santo Antonio onde morava há algum tempo.

Madalena Santos, 42 anos, vive na casa há pouco mais de dois anos e aguarda a vinda de uma das filhas que foi criada no orfanato, para leva-lá de volta para casa.

As histórias de vida e sofrimento dos moradores são das mais diversas e tristes e o trabalho social ao qual estão envolvidos é de extrema importância para a recuperação e a volta para o convívio familiar.

Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/