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Maioria dos casos de violência contra mulher são cometidos por familiares

Por: RAFAEL FERREIRA DOS SANTOS

27/11/2008

O Programa de Atendimento às Vítimas de Abuso Sexual (PAVAS) de São Carlos, coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, já atendeu mais de 80 mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. Em 70% dos casos atendidos, os autores das agressões têm algum vínculo com a vítima, o que dificulta ainda mais a denúncia.

Inaugurado em março de 2005, o PAVAS atende mulheres acima de 18 anos vítimas de violência doméstica e sexual. Conta com uma equipe composta por uma médica e uma psicóloga especializadas em violência sexual, uma assistente social, três enfermeiras e um auxiliar de enfermagem. Esses profissionais têm a função de ajudar as vítimas a superar as seqüelas físicas e emocionais causadas pelas agressões físicas e morais.

Além disso, ainda se preocupa com as questões sociais dessas mulheres. O órgão realiza acompanhamento dos casos, dá suporte social com visitas domiciliares para recuperação da vida social, profissional, familiar e também oferece abrigo seguro às vítimas e aos filhos menores de 18 anos na Casa Abrigo “Gravelina Terezinha Lemes”.

Essa preocupação com a reestruturação da vida dessas mulheres tem alcançado resultados positivos, já que é significativo o número de vítimas que conseguem voltar a trabalhar, ter uma rotina normal e os sintomas depressivos minimizados.

Para a diretora do PAVAS, Marilda Siriani, reconhecer que a violência doméstica é um problema histórico e cultural já é um começo. “Para começar a mudar essa realidade temos de impedir que a violência faça parte do convívio das famílias”, afirmou Siriani.

O PAVAS faz parte de uma rede complementar de cuidados que o governo municipal vem desenvolvendo para atender as famílias da cidade e conta com a parceria, além de vários órgãos municipais, da Delegacia da Mulher.

A maioria das vítimas chega ao programa através de encaminhamento médico ou do serviço social. As agressões se diferenciam em estupro, atentado violento ao pudor, lesões corporais, obrigação sexual mediante ameaça e exploração sexual.

Para a psicóloga do programa, Ana Maria Zabeu, o PAVAS é um instrumento de reconstrução da cidadania dessas mulheres. “A violência não será esquecida pela vítima, mas com ajuda especializada os danos podem ser menores. Infelizmente o número de mulheres que atendemos é alto, mas isso reflete o trabalho que desenvolvemos aqui, ou seja, antes do PAVAS as vítimas não tinham a quem recorrer, hoje não, contam com o nosso apoio e estrutura”, enfatiza Zabeu.

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