Ageuniara

Docentes são avaliados durante três anos em estágio probatório

Por: ANDREZA GOMES BATISTA

21/10/2008

Docentes das escolas estaduais de Matão, que passaram em concurso e ingressaram em novembro de 2007, estão em período de estágio probatório por três anos. Neste período são avaliados em assiduidade, disciplina, capacidade de iniciativa, responsabilidade, comprometimento com o serviço público, eficiência e produtividade. Se passarem na avaliação serão efetivados no cargo.

O decreto estadual n°52.344, que regulamenta o cumprimento do estágio probatório, foi assinado pelo Governador José Serra em novembro de 2007. A dirigente da Diretoria de Ensino de Araraquara, Nazaré Cardoso, recusou-se a dar informações sobre o processo de avaliação dos professores sem autorização expressa da Secretaria Estadual da Educação.

De acordo com Neusa Ribeiro, Conselheira Estadual da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), os professores serão avaliados em três etapas, começando do 1º ao 10º mês; em seguida do 11º ao 20º; e do 21º ao 30º mês. Os professores devem somar de 105 a 210 pontos, sendo que cada um dos critérios do estágio probatório tem pontuação, de 0 a 10.

“O professor que não atingir o número de pontos estabelecido nesses três anos será exonerado, mesmo depois de ter sido aprovado em concurso público”, enfatiza Neusa.

Segundo Tereza Conceição Dias, diretora da escola de ensino fundamental Ernesto Masselani, o estágio probatório está sendo realizado em todas as escolas. “Temos três docentes em período de avaliação, acho bom porque o professor se dedica mais”, ressalta Tereza.

Alguns professores em processo de avaliação fizeram críticas a respeito do estágio probatório.

Ana Clara de Souza, professora de Português da escola Ernesto Masselani, concorda cm restrições. “É bom, mas o ideal seria estágio probatório para todos docentes, não apenas para os novatos”, disse ela.

Para Paulo César Aguiar, professor de Matemática da EE Prof. Laert José Taralo Mendes, o estágio probatório pode ser bom, “desde quando ele seja justo e com critério de responsabilidade”.

Já Viviam Alexandra Romana, professora da EEPG Prof. João Salgado Sobrinho, discorda. “É péssimo, prejudica o direito do professor porque o profissional que for avaliar pode levar para o lado pessoal”.

Os professores são avaliados pelos seus superiores, que são o(a) diretor (a) da escola e mais dois professores efetivos ou um professor e um coordenador. No Caso de exoneração, o profissional terá oportunidade de recorrer da decisão, com possibilidade de ampla defesa. O recurso é encaminhado à Diretoria Regional de Ensino.

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