Ageuniara

Internautas devem atentar para golpistas virtuais

Por: ADRIEL MANENTE FRANCISCO

13/10/2008

O Brasil é o terceiro país do mundo com mais usuários de Internet e os bandidos também já puderam comprovar isso. É iminente o aumento do número dos crimes virtuais cometidos no país.

Os crimes podem ser de diversas formas: discriminação, falsidade ideológica, ameaças, calúnia e difamação, entre outros. O principal alvo são os jovens, que também compõem o maior número de acessos à rede mundial de computadores.

“No Brasil ainda não há uma legislação específica sobre crimes cibernéticos, não existe um código ou uma lei que puna, especificamente, crimes relacionados com fraudes, furtos, roubos ou pornografia relacionada à Internet",explica o advogado Flaviano Luís de Lima, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro(RJ)."Com isso, os operadores de direito utilizam-se do Código Penal Brasileiro e as demais leis existentes no ordenado jurídico nacional", completa o advogado.

“Os crimes pela Internet não têm lei específica no Brasil, mas nem por isso deixam de ser importantes, por exemplo, no caso de pedofilia, a pena é normal, de dois à seis anos de reclusão em regime fechado. As penas são tidas como de crimes cometidos no mundo real, mas foram do mundo virtual", simplifica Lima.

O Delegado Seccional de Araraquara (SP), Valmir da Rocha Cunha, revela o motivo desse número tão ascendente: “De fato, os internautas se preocupam menos com a segurança de seus computadores do que deveriam. Seja por preguiça, falta de tempo ou desinformação, muitos deles ignoram cuidados básicos que os expõem às ações de piratas virtuais”, conclui o delegado.

Cunha também dá algumas dicas de como se prevenir contra os golpistas:“Instalar um antivírus no computador e sempre atualizar, manter o navegador usual sempre atualizado, nunca clicar em links suspeitos, nunca enviar informações sigilosas pela Internet, sempre trocar as senhas importantes, criar um e-mail apenas para cadastro em sites e sempre desconfiar quando você receber ofertas mirabolantes", orienta o Delegado.

"Parta do princípio de que dinheiro não vem fácil e pense duas vezes antes de aceitar propostas incríveis recebidas pela Internet, ou seja, tenha sempre em mente o ditado: Quando a esmola é demais, o santo desconfia.” exalta o delegado.

Cunha ainda destaca que, caso a pessoa achar que seu micro já foi invadido, ainda há outras medidas preventivas a serem tomadas."Deixe de acessar serviços de banco on-line e fazer compras pela web até resolver o problema. Rode uma verificação do antivírus atualizado em toda a máquina. Desta forma, é possível encontrar a praga e, em alguns casos, removê-la", orienta.

Ainda, neste caso, outra recomendação do Delegado é monitorar regularmente as movimentações financeiras. "Denuncie o golpe do qual foi vítima à Delegacia de Delitos e Meios Eletrônicos do Deic, cujo site é www.4dpdig.deic@policiacivil.sp.gov.br", informa

Caso a pessoa perceba movimentações estranhas em sua conta corrente, Cunha orienta que entre em contato com o banco e peça orientações."O mesmo vale para operadoras de cartão de crédito", ressalta.

Pablo Correia Fernandez, usuário da rede como muitos outros jovens, diz já ter sido vítima, desses crimes, quando viu o seu e-mail cadastrado em um site que nunca visitou.“Fiquei assustado e me senti totalmente inseguro para acessar alguns sites de conteúdo que eu não conheço e também fiquei revoltado ao saber que criminosos de Internet podem sair impunes.Para mim eles são tão bandidos quantos os do mundo real”,diz.

As vítimas de crimes virtuais devem sempre procurar uma delegacia e fazer um boletim de ocorrência.



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