Ageuniara

Gravidez precoce ainda é polêmica no século 21

Por: JOICE MARA PIROLA

04/06/2008

A psicopedagoga Dr.Sandra Fulco, graduada na Universidade Federal de São Carlos(UFSCAR)informou, em entevista à Ageuniara, nesta semana,que gravidez precoce tem sido uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade na adolescência.

Sandra diz que a falta de afeto dos pais, atualmente, tem sido um forte fator no crescimento de gravidez."A carência e a solidão na fase adolescente acabam causando sérios casos de depressão, levando à jovem a buscar meios para chamar a atenção dos pais".

Ela completa informando que no Brasil, a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes."A maioria das jovens que me procuram, em minhas aulas, demonstram uma forte vergonha em falar sobre sexualidade e, além de muitas já terem sofrido aborto espontâneo, sem sequer conhecimento da mãe", relata.

Mariana Angélica, de 19 anos, foi mãe aos 15 anos de idade.Ela se recorda que na época, em que engravidou, a primeira coisa que pensou foi em abortar. “Eu não tinha nenhuma estrutura financeira e muito menos familiar”, comenta Mariana. Ela diz que ficou apavorada quando soube de sua gravidez,pois seria prejudicada em seu trabalho,mas principalmente por estar solteira e na dependência dos pais.

Segundo informações de Mariana, que trabalhou no comércio até o oitavo mês de gestação, ela nunca foi poupada com esforços na empresa.

"A gerente da loja onde eu trabalhava sempre dizia com ironia que nunca havia pedido para eu engravidar", lembra Mariana.

Um lado positivo abordado pela mãe Vanessa Michella Vicente,19, que teve seu primeiro filho aos 17 anos, é o fato dela sempre ter contado com o apoio de toda família e embora o pai nunca tivesse assumido a criança, admite jamais ter pensado em aborto. “Senti, sim, muita vergonha na época, constrangimentos, mas eu estava preparada para aquela situação. Sempre fui muito bem orientada e instruída, portanto meu filho não teria culpa da minha irresponsabilidade”,observa.

De acordo com o que Mariana comentou sobre o abuso no trabalho, Vanessa é muito grata às pessoas com quem trabalhava. “Tive apoio desde o primeiro mês de gestação. Eu sentia muitas dores e portanto me afastei do trabalho", diz

Vanessa afirma não aceitar certas explorações nas empresas.Para ela um filho chega como um benefício. “A sociedade tem que deixar de ser egoísta e ser mais solidária”, ressalta ela.

Segundo Elizabete Neves da Costa Assis, gerente administrativa da loja Lanalu Modas, qualquer empresa perde quando ocorre casos de gravidez de funcionárias, mas ela acredita que, acima de tudo, está a união da equipe. “O desgaste financeiro não é maior que o desgaste psicológico da adolescente”, diz Elizabete acrescentando que o apoio moral da empresa é fundamental.



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