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Escola de Araraquara luta contra o bullying

Por: FELINIO DE SOUSA FREITAS

14/03/2006

Colocar apelidos, fazer gozação, amedrontar, intimidar, são tidas como “brincadeiras normais” na época de escola. Mas essas brincadeiras sem graça têm nome, "bullying", palavra inglesa usada para definir esse comportamento agressivo, intencional e praticado por um longo período por um aluno ou um grupo. Especialistas consideram essa exposição como nociva à formação da criança ou do adolescente.

Para conter o "bullying" no ambiente escolar, o Externato Santa Terezinha, de Araraquara, começou a desenvolver o projeto, há cerca de um ano. No início, os professores receberam vasto material sobre o assunto, para que conhecessem melhor o problema. A partir de todos os textos, elaboraram uma cartilha e um questionário para o trabalho em sala de aula. Os próprios alunos acabam contribuindo, trazendo reportagens, relatos de amigos ou histórias que acontecem dentro das suas próprias casas. Os professores trabalham com filmes, palestras informativas e textos.

Para Renata Caetano, coordenadora da 1ª a 4ª série, quando o assunto começa a ser tratado em sala, os alunos acham que se trata do bule, utensílio de cozinha. Mas, com o passar do tempo, já sabem identificar o que é o "bullying" e as suas conseqüências.

Segundo os coordenadores, os professores promovem atividades com os alunos tomando por base os textos, procurando aproximá-los à realidade em que vivem. Os próprios alunos fazem um trabalho de formiguinha, passando as informações da sala de aula para os pais e os amigos.

A valorização tanto da vítima quanto do agressor é importante no combate à prática no ambiente escolar, ressalta a psicopedagoga Jacira Augusta. ”Temos que resolver entre um e outro valorizando o ser humano”, diz.

O mais novo inimigo da escola é o "cyberbullying", onde, através de blogs, flogs, chats, celular e orkut os agressores têm uma nova arma para praticar o "bullying". Para Luiz Carlos Borgonovo, funcionário do Externato, antes essa prática demorava um certo tempo para se espalhar entre colegas, mas agora com um “click” o agressor pode disseminar toda a sua perseguição e apelidos em segundos”.

No segundo ano em que a escola trabalha o projeto, a psicopedagoga Jacira relata que a participação dos pais e alunos está crescendo, “O projeto não é só da escola, mas está aberto a todas as demais que queiram lutar contra o "bullying". "O tempo passa e as marcas ficam” acrescentou.

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