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Leucemia ja é considerada uma doença curável

Por: VANESSA EVANGELISTA DE SOUZA

25/11/2005

Com o constante avanço da medicina, já é possível dizer que todas as formas de leucemia são passiveis de cura. As chances, bem como as formas de tratamento, variam muito conforme cada paciente e seu caso.

Existem mais de cem diferentes doenças conhecidas hoje por câncer. A semelhança entre elas é o crescimento desordenado de células, que se espalham por órgãos e tecidos de maneira descontrolada.

Há tipos de câncer que atingem exclusivamente homens,como o da próstata. Outros, apenas as mulheres, como o de ovários. Há, ainda, os que incidem em ambos os sexos.

Alguns tipos, inclusive, podem ser diagnosticados na infância. É o caso da leucemia, que de acordo com a Dra. Ana Lucia Beltrani Cornacchioni, assistente da equipe de oncologia pediátrica do Instituto de Tratamento do câncer Infantil (ITACI) e do comitê cientifico da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), é o mais freqüente e perfaz 60% das neoplastias. “Além das leucemias, também acometem as crianças tumores primários de sistema nervoso central, linfomas (hodgkin), neuroblastomas, tumores de Wilms (renais) e ósseos”, explica.

Leucemia refere-se a um grupo de doenças que tem como característica principal o comprometimento da produção dos glóbulos brancos (os responsáveis pela produção de imunidade no organismo). São os glóbulos brancos que auxiliam na cura da maioria das infecções e atuam nas respostas alérgicas.

“A leucemia linfocítica aguda (LLA) é a mais comum, representando 85% dos casos principalmente na infância. Em menor incidência, há a leucemia mieloide aguda, em torno de 10%, e a mieloide crônica, por volta de 3%. Os outros 2% englobam tipos mais raros de leucemia”, informa a Dra. Ana Lucia.

Na LLA, as células doentes deixam de realizar funções como o combate à infecção. Devido ao acumulo de células defeituosas denominadas “blastos”, a produção de hemoglobina fica dificultada, reduzindo o carregamento de oxigênio para os tecidos , e o numero de plaquetas. Por essa razão os pacientes apresentam sintomas decorrentes da anemia e maior risco de sangramentos.

Os sinais e sintomas são decorrentes desta redução: palidez, adinamia, sonolência, manchas roxas pelo corpo e outros sangramentos.

De acordo com a Dra. Ana Lucia, as primeiras manifestações da leucemia podem mimetizar várias outras doenças. “Os sinais e sintomas mais freqüentes são febres, palidez, dores ósseas, manchas roxas no corpo e perda de apetite, que são muito comuns em outras patologias. Por essa razão, se houver algum sintoma persistente, a família deve procurar um médico para um exame clínico detalhado e, se este julgar necessário, indicar a realização de exames mais específicos", orienta a dra. Ana Lucia

Confirmado o diagnóstico, entra em cena o fundamental papel da família. Para a Dra. Ana Lúcia, tanto o paciente como sua família devem ser envolvidos no tratamento desde o início. “A partir da confirmação do diagnóstico, a família é informada sobre o tipo de leucemia, seu tratamento e os efeitos colaterais”.

Dentre as orientações, a principal é que, em principio, a leucemia pode ser curada com quimioterapia, mas o tratamento é longo e possui efeitos colaterais. “É importante que o máximo de informações seja dado a toda família, para que se sinta segura ao iniciar o tratamento e saiba que sempre pode contar com a equipe. Ao longo do tempo, a família acaba integrada à equipe e o tratamento oferecido ao paciente se torna ainda melhor”, informa.

Com o constante avanço da medicina, já é possível dizer que todas as formas de leucemia são passiveis de cura. As chances, bem como as formas de tratamento, variam muito conforme cada paciente e seu caso.

“Há pelo menos vinte subtipos de leucemia. A LLA, que é a mais freqüente, têm entre setenta e oitenta por cento de chances de cura”.

A cura, segundo a médica, é considerada cinco anos após a doença ter sido controlada. Durante esta fase, é necessário acompanhamento periódico pelo grupo que realizou o tratamento do paciente, para observação de possíveis efeitos colaterais a curto e longo prazos.

“Há um enorme prazer da equipe em seguir esse paciente, além de ser um grande incentivo para aqueles que estão em tratamento”, diz.



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