Ageuniara

Entressafra gera dificuldades financeiras

Por: ALAN PABLO CESAR PEREIRA

22/06/2005

O período de entressafra faz com que 10% do total de mão-de-obra empregada nas lavouras de laranja e cana-de- açúcar fiquem com dificuldades financeiras e familiares neste período. A informação é do vice presidente do sindicato dos empregados rurais de São Carlos(SP) e região, Maurício Barreto.

Segundo ele, a produtividade das lavouras no interior do Estado de São Paulo tem impulsionado o agronegócio e criado divisas para o país, embora a geração de empregos tem um papel fundamental dentro deste processo de produção.

As regiões da alta Araraquarense com maior produtividade (renda por hectare) apresentam atividades diversificadas e caracterizam-se por atividades intensivas, como avicultura, citricultura, horticultura e bovinocultura.

A renda “per capita” da região, dá sinais da importância de se discutir políticas municipais e regionais sobre a diversificação e intensificação das atividades, com opções para aumentar a produtividade e o emprego.

De acordo com Barreto alguns trabalhadores se deslocam para construção civil, e outros desenvolvem trabalhos avulsos, o que lhes garante um renda mínima mensal para sustentar a família.

Com um pouco mais de escolaridade, alguns trabalhadores acabam conseguindo emprego de vendedor no comércio local, muito diferente dos trabalhos realizados nas lavouras.

Os trabalhadores que trabalham em usinas da região como a Santa Rita e Ipiranga têm como costume trabalhar na época da colheita, cortando cana, e na época da entressafra trocam a profissão, passam a trabalhar no setor de manutenção da própria usina, inclusive no próprio canavial ou na reconstrução de cercas.

Os trabalhadores da cana-de-açúcar passam seis meses parados, enquanto os da laranja chegam a cinco meses fora da lavoura. Mas a competição por uma vaga volta na época de safra, devido a trabalhadores de outras regiões se deslocarem para o trabalho temporário na colheita da laranja.

Segundo a socióloga, Maria Aparecida de Moraes Silva, as usinas estão implantando uma nova forma de seleção de mão-de-obra, por meio de critérios: sexo, idade, escolaridade.

Para o sexo masculino exige-se idade até 25 anos, escolaridade até a 4ª série para trabalho agrícola e até a 8ª série na área indústrial. Na realidade, a escolaridade é o item acrescentado ao perfil do bom cortador de cana

Para o empreiteiro, Pedro da Silva de Araraquara(SP), os homens estão em vantagens na hora da seleção para o trabalho rural, e assim afirma: “Prefiro o homem,porque conversa um pouco menos. Quando se tem mais mulheres, elas já gostam de viver em grupos".



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