Ageuniara

Nova lei proposta pela Anvisa gera polêmica

Por: ITAICI JOSÉ BRUNETTI PEREZ

03/06/2005

A preocupação e o inconformismo esta sendo unânime em todos os farmacêuticos do país que trabalham com manipulação de remédios. >p>Essa preocupação é causada pela nova proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para regras de funcionamento de farmácias de manipulação, que está desagradando proprietários e funcionários do setor.

A reformulação da atual Resolução da Diretoria Colegiada de número 33, de 2000, pretende que esses estabelecimentos não comercializem produtos equivalentes fornecidos pelas indústrias.

A Anvisa também alega que a idéia será atualizar todas as regras e diminuir o risco sanitário inerente ao funcionamento das farmácias de manipulação.

“Esta lei, que está para ser aprovada, pode gerar alguns problemas graves nas novas regras que proíbem a preparação de medicamentos, na mesma forma farmacêutica e dosagem dos que já são produzidos pela indústria farmacêutica",diz a farmacêutica Neusa Maria Vigoto, de Araraquara (SP). Ela teme o risco de farmácias fecharem e funcionários serem demitidos.

Segundo a farmacêutica, que trabalha na “Farmacotécnica manipulação e homeopatia”, a lei representa a falência do mercado de manipulação. “A primeira conseqüência será a o aumento de desemprego na área, pois estão querendo nos impedir de trabalhar e onde não há trabalho, não há emprego”, opina.

Ela acrescenta que não só os farmacêuticos, mas também os pacientes e clientes serão prejudicados. “Primeiro porque perderão o direito de escolha entre o medicamento manipulado e o industrializado e, segundo, porque pagarão mais caro pelo remédio. E isto representa um impacto grande para a saúde pública” diz Maria Vigoto.

Outro problema, apontado por ela, refere-se à proibição de propaganda, publicidade ou promoção de medicamentos manipulados para o público, em geral, como propõe a Anvisa, onde não será permitida a distribuição aos médicos, de blocos de receituário, com qualquer tipo de identificação dos estabelecimentos farmacêuticos.

“Aconteceram protestos no Brasil todo contando com a participação de mais de 8 mil pessoas e as farmácias de todo país colocaram faixas pretas em suas entradas, além de abaixo assinados com a participação da população em repúdio”, conclui a farmacêutica.

Para o aposentado, José Carlos Deodato, do bairro de Santa Angelina, em Araraquara, a aprovação da lei é preocupante. "Há muito tempo tomo remédios manipulados por causa do preço mais baixo e, agora não sei como irei administrar o meu salário para poder tomar todos os remédios a preço dos industrializados".



Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/