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DDM diz que agressões são causadas por alcoolismo

Por: NATHALIA MAESTRO FIORAVANTE

10/06/2004

A Delegacia de Defesa da Mulher(DDM), em Araraquara (SP), atende uma média de 30 pessoas por dia e a maioria das agressões são causadas por alcoolismo.

Quando uma mulher sofre agressão física ou sexual e recorre à Delegacia da Mulher, há um longo processo para que haja abertura de inquéritos.

Através de exames realizados no IML (Instituto Médico Legal), as agressões serão classificadas em leves e graves.

De acordo com a delegada da Mulher, Renata Maria Fleury Cusinato, as agressões leves são aquelas que não impossibilitam a vítima de exercer suas atividades cotidianas.

"Um tapa no rosto, é uma agressão. Mas se for somente um tapa, será uma agressão leve. Porém se este tapa resultar na quebra de um dente, será considerado uma agressão grave", explica.

As lesões leves causam a abertura de um TC (Termo Circunstanciado), e a pena será de três meses a um ano de detenção.

"Geralmente neste caso, o agressor acaba cumprindo atividades junto a comunidade, como doação de cestas básicas e prestação de serviços como voluntário", explica a delegada.

Quando a agressão for considerada grave, será aberto um processo e o agressor responderá pelos seus atos, perante o juiz.

Em todos os casos de agressão, a Delegacia de Defesa da Mulher, convoca o agressor para uma conversa. Na maioria das vezes, os agressores negam qualquer ato de violência contra esposas e companheiras, mas através do trabalho de orientação e aconselhamento realizado pela Delegacia, muitos casos são resolvidos.

A delegada Renata informa, que muitas mulheres acabam retirando a queixa contra seus maridos, e que neste caso não há como intervir.

"No caso de estupro, não basta haver amostras de sêmen no corpo da mulher para se abrir um inquérito, é necessário que haja marcas de agressões, pois é comum algumas mulheres procurarem a delegacia para queixas de estupro, quando na realidade não foram forçadas a nada", informa.

"Não podemos esquecer que estupro, é quando há penetração do pênis na vagina. Homem não é estuprado, homem sofre atentado violento contra o pudor", conclui Renata.

Para combater a violência contra a mulher, a Delegacia realiza trabalhos de conscientização, principalmente nos bairros periféricos da cidade, alertando as mulheres, de que elas têm direitos.

"Como exemplo, podemos citar o DDM nos Bairros, projeto que conscientizou milhares de pessoas, não somente contra a agressão física, mas também em relação a agressão moral",exemplifica a delegada.

Ela informa que a Delegacia de Defesa da Mulher realiza palestras em escolas, creches e centros comunitários."Os funcionários da Delegacia são do sexo feminino, ao todo são sete policiais, uma delegada, três investigadoras, três escrivãs e duas funcionárias municipais", finaliza

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