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GASPA ajuda as pessoas que são portadores do vírus HIV AIDS em Araraquara

Por: ISABELA CRISTINA MARQUES LUIZ

26/10/2016

O Grupo de Apoio e Solidariedade ao Portador de HIV de Araraquara (GASPA)  é uma ONG que tem como meta atender as pessoas portadoras do vírus HIV AIDS. Foi fundado no  ano de 1989, em Araraquara (SP), por Clara Pechmann, que é graduada, mestrada e doutorada em Farmácia e pelo presidente do grupo Izaias Ambrozio da Silva, que também atua na área de saúde.

O grupo trabalha em diversas frentes como, por exemplo,  fazendo palestras em Faculdades e também em escolas, dando orientações sobre o vírus do HIV AIDS, falam também sobre a questão à adesão de importância dos medicamentos e de estar se prevenindo para não se recontaminar outras vezes.

O GASPA também faz visitas domiciliares para aqueles que estão acamados, dialogando com portadores doença e com seus familiares, que em muitas  vezes não sabem como lidar com esse tipo de situação.

"Há ainda a questão do preconceito que  mexe com a autoestima deles, então tem o apoio de psicólogos para ampará-los nesses momentos. Também em hospitais, vamos até o paciente visitá-los. Em alguns momentos a própria família entra em contato com o grupo para acompanhar eles, e quando estão na fila de espera para a internação, o GASPA intervém, acompanhando o número da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS ) que é o que libera a internação, junto com a Direção Regional da Saúde( DRS) que é o órgão controlador", explica Silva.

Se os pacientes não conseguem fazer algum exame ou não tem condições de comprar remédios, o GASPA ajuda indo atrás da sócio política para comprar esses medicamentos.O grupo também faz orientações jurídicas , procurando a defensoria públcia para entrar em uma ordem juridicial quando o medicamento é muito caro.

"O GASPA dá todo o amparo psicológico e social, levando as demandas para o Órgão Municipal que é o responsável pelas questões sociais", diz Silva. "Fazemos também festinhas para as crianças com os brinquedos que arrecadamos. Arrumamos padrinhos e cada um deles entregam o presente para a criança apadrinhada”,completa.

O grupo faz encontros com pessoas vivendo com o HIV AIDS, entrando em contato com o município para conseguir as vans para levar e trazer os portadores. "Os pacientes não gastam nada do bolso, é livre a passagem, alimentação e hospedagem de cada um, isso ajuda na autoestima deles, ajuda a elevar o nível de conhecimento deles mesmos", observa Silva.

“ As pessoas que são portadoras dessa patologia tem que ser os próprios protagonistas de sua história. Na maioria das vezes, o médico não tem aquela observação maior, e nós conseguimos trocar muitas figurinhas uns com os outros para saber se estão tomando os medicamentos corretamente, e que não devem fazer uso de outros, pois nós sabemos o que  é realmente lidar com esse tipo de vírus", afirma o presidente do GASPA.

Segundo ele, o GASPA  acompanha muitas crianças que a maioria hoje já estão adultos, fazem o acompanhamento com cada uma delas dando as orientações corretas. As vezes tem a necessidade de ir para o  Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS (CRT) em São Paulo,  e também no Instituto de Infectologia "Emilio Ribas". Todos procuram a grupo e sempre estão dispostos a ajudar quem precisa.

“O GASPA não é uma casa de domicilio, apenas damos o apoio para as pessoas indo até suas casas e fazendo palestras aqui no local. Temos uma pequena academia e estou tentando fazer uma parceria com algum professor de Educação Física para trabalhar com as pessoas portadores de HIV AIDS”, declara Silva. O grupo, de acordo com ele,  conta com o apoio da sociedade em terminar a construção do barracão para poder transferir a academia ficando com um espaço mais amplo para os pacientes.

"Hoje em Araraquara a faixa etária que mais é atingida pelo vírus são os jovens homossexuais, também alguns idosos por conta do uso do Viagra", informa. Para ele, não só a questão do HIV AIDS é preocupante, mas também as DST que são as doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia, sífilis e a hepatite. " O grupo orienta sobre cada uma dessas DST, para que todos entendam a importância do uso de preservativos para não se contaminarem, e que a partir do momento em que a pessoa tem uma dessas DST já é uma porta aberta para o vírus HIV AIDS", esclarece Silva.

“Peço para que a sociedade nos ajude como, por exemplo, na área de Telemarketing, ligando nas casas e explicando sobre o grupo, ajudando em alguma contribuição, pois não temos ajuda de ninguém, mas apenas de amigos, e temos gastos com o aluguel, contas de água e força“, relata o presidente do grupo.

"O GASPA pega doações tanto de roupas, como brinquedos, alimentos e, até mesmo, eletrodomésticos que não usam mais,. pois quem tem muito ajuda quem tem pouco", afirma.

“Gostaria muito de recuperar o GASPA de antigamente na época da doutora Clara Pechmann, pois todos os associados que tinham filhos no começo do ano ganhavam Kit escolar e, até mesmo, enxovais, e infelizmente faz muito tempo que isso não acontece mais”, completa.

Conforme Silva, o grupo acredita que esse é o meio de trabalhar com a criança que logo passa a ser um adolescente e também irá vir para a sexualidade, e nisso vem o preconceito, entre outros casos. "E essa é uma maneira de trabalhar com os filhos dos portadores do HIV AIDS", finaliza.

Para quem se interessar e quiser contribuir com alguma ajuda ao GASPA, pode entrar em contato pelo telefone (16) 3331-1304 ou também poderá ir até a sede do GASPA que fica na Avenida La Salle, nº 708, bairro Fonte Luminosa. O grupo também tem a página no Facebook: Gaspa Onghivararaquara

As pessoas que gostariam de ajudar, mas não têm como, por conta de transporte, podem  entrar em contato com o GASPA, que enviará algum integrante até as casas pegar as arrecadações. 

Publicada em 26/10/2016 às 19h46.



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