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UNIARA

Ageuniara

Ministro Edinho Silva encerra o Ciclo de Estudos de Jornalismo

Por: TALISSA FÁVERO GOUVÊA

07/05/2016

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, encerrou nesta sexta-feira, 6/5, a semana do Ciclo de Estudos de Jornalismo no Centro Universitário de Araraquara (UNIARA).  Durante os cinco dias de debate, a mesa contou com a presença de juristas, jornalistas, cientistas sociais e um ministro de Estado.

Durante sua exposição, Edinho Silva explicou a função do seu Ministério, que tem como objetivo garantir visibilidade para as ações do Governo Federal nos diversos tipos de mídia de todas as regiões do país e fora dele.

De forma transparente, Edinho também comenta sobre a atual crise do jornalismo e reclama da falta de apuração dos jornalistas, sobretudo no jornalismo investigativo, que segundo ele, não existe mais.  Edinho também ressalta que a imprensa é instrumentalizada por setores políticos que compactuam e propagam a intolerância e o ódio. Portanto, defende a regulamentação da mídia para que exista um modelo democrático para que a imprensa seja livre e autônoma.

O ministro também comentou sobre impeachment, enfraquecimento do presidencialismo e reforma política. Ao final da palestra, Edinho concluiu com a seguinte frase: “Sem comunicação social, não existe sociedade democrática e não existirá transformação social, portanto é um prazer participar desse diálogo, contribuindo para que vocês sejam profissionais responsáveis e comprometidos com a comunicação honesta”.

Operação Lava Jato

Citado na delação premiada do senador Delcídio do Amaral, Edinho Silva poderá ser investigado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se houver autorização do STF (Supremo Tribunal Federal). No pedido de abertura do inquérito, Janot informa que pretende investigar supostos pagamentos ilícitos envolvendo Edinho Silva, então tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014, a empresas do ramo de saúde. Sobre a investigação, o Ministro questionou a legalidade dos fatos. Segundo ele, as declarações tinham como principal objetivo atingir a presidente Dilma Rousseff na semana em que o processo de impeachment seria votado na Comissão do Senado.

Com o tema “Jornalismo, Política e Direito: no centro da crise”, todo o ciclo teve como objetivo discutir o momento histórico que estamos vivendo.  “A mídia está no centro da crise, portanto temos de discutir essa questão, principalmente com pessoas que vivenciam esse momento de perto para que possamos expandir nossa forma de pensar, compreender e participar”, disse a profa. Elivanete Zuppolini Barbi, coordenadora do curso de jornalismo, no encerramento do evento.

Edinho é candidato

Confira a entrevista feita com o ministro Edinho Silva, concedida à Ageuniara:

Ageuniara: O senhor defende a formulação de um novo modelo de participação política que responda à crise de representatividade. Quais são as suas propostas para esse novo modelo?

Edinho: A crise de representatividade é grave e afeta todas as democracias do mundo. A sociedade quer ter representantes, mas também quer participar efetiva e cotidianamente das decisões do Estado. A crise não será superada de forma simples, por esse motivo eu defendo uma reforma política profunda que mude os mecanismos de participação da sociedade civil e que ela seja protagonista do processo de decisão e de fiscalização do Estado. Precisamos de algo novo para dar voz à população. Quando prefeito de Araraquara criei o Orçamento Participativo. Eu ia para os bairros, escutava as reivindicações da sociedade e procurava executar como prefeito. Essa é uma forma de diminuir essa crise de representatividade e pretendo revigorar e trazer de volta esse projeto, já que assumi publicamente minha candidatura à prefeitura. A internet também é um espaço de democratização, portanto um espaço poderoso de participação popular.

Ageuniara: O senhor também defende a participação da sociedade na política. Porém, para que haja participação é necessário interesse e muitas vezes a política é considerada um assunto chato. Portanto, qual a melhor maneira de atrair a população?

Edinho: Na minha gestão, com a criação do Orçamento Participativo, a população mostrava-se muito interessada na política. As pessoas queriam decidir o seu próprio futuro. Quando todos se sentem sujeitos do processo, as pessoas participam. Porém esse modelo político atual está desgastado, é preciso trazer o debate para a vida cotidiana das pessoas para que entendam que a política é importante, por esse motivo é preciso dar voz à sociedade.

Ageuniara: Qual sua opinião sobre a neutralidade da mídia?

Edinho: Não acho que existe neutralidade da mídia porque existe o olhar do jornalista, que se baseia nas suas experiências de vida, na sua história. Por esse motivo eu apoio que os meios de comunicação assumam editorialmente suas posições políticas e ideológicas para que o leitor saiba o que está lendo. Seria uma forma mais justa e sincera.

Ageuniara: Por que o projeto de regulação da mídia não foi levado adiante no governo Lula, quando tinha apoio do Senado e também da Câmara de Deputados?

Edinho Silva: O projeto é fruto de uma conferência nacional que foi realizada em 2009, onde a proposta era de revisar a regulação da mídia brasileira no que diz respeito a concessão. Em 2010 era ano eleitoral, era difícil de se encaminhar e depois faltou criar condições para que esse debate fosse feito dentro do Congresso Nacional, perdeu-se a oportunidade de debater o assunto. Lamentamos muito.

Ageuniara: Como o senhor definiria o atual momento político em que o país atravessa?

Edinho Silva: A crise política que vivemos hoje é grave, aguda e certamente vai deixar marcas na história brasileira. Tanto no ponto de vista imediato que é o regime presidencialista, até traumas mais profundos que afrontam a nossa democracia. Precisamos de uma reforma política eleitoral profunda.

(Colaborou o aluno repórter THIAGO HENRIQUE CARVALHO)

(Publicada em 7/5/2016 - 22h05)



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