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Pesquisa aponta aumento na procura por Ensino à Distância no Brasil

Por: RAFAEL ZUOLO ALBERICI

30/03/2016

Uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) mostra a realidade do Ensino à Distância (EaD) no Brasil. Hoje, 79% dos brasileiros com idade acima dos 16 anos acreditam que este formato é uma solução para levar educação a mais pessoas. No entanto, apenas 6% dos entrevistados disseram já ter feito algum curso nessa modalidade.

Os dados também expõem um aumento de matrículas em graduações à distância: de 5 mil em 2001, o número saltou para mais de 1 milhão em 2011, baseados no Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação.

O levantamento ainda traz dados emblemáticos, como o que revela que pessoas com ensino superior completo são as que mais fizeram cursos a distância (17%), contra 6% entre as com nível médio e 2% com o fundamental.

Ou seja, a percepção da eficácia do EaD cresce de acordo com o grau de escolaridade. No grupo dos entrevistados que têm até a 4ª série, 30% consideram que a modalidade funciona na prática. Já entre os formados no ensino superior, 52% dizem o mesmo.

A especialista em Educação Paula Martini, de Araraquara (SP), diz que a pesquisa aponta caminhos para que os 6% que já fizeram cursos à distância se aproximem mais dos 79% que acreditam na metodologia.

“A oportunidade de frequentar cursos EaD é a solução para que as pessoas percam o medo e o receio sobre a eficácia de cursos não presenciais. Temos que abrir oportunidades para consertar esse gargalo”, acredita.

Os EaDs podem auxiliar no processo educacional em vários aspectos, como na acessibilidade. Muitos alunos desistem de fazer algum curso por conta do deslocamento e seus custos, outro ponto, é o investimento necessário, que geralmente é mais acessível para cursos à distância.

A araraquarense Ana Paula Miranda, por exemplo, alcançou bons resultados profissionais graças ao EaD. Ela foi promovida depois de fazer um curso técnico em Secretaria Escolar. Na época, ela era auxiliar de secretária escolar e trabalhava das 9h às 19h, e escolheu a modalidade pela falta de tempo para cursos presenciais.

“O horário não me permitia estudar em faculdades próximas, mas eu tinha preconceito com ensino à distância”, conta. “Tive medo de não ter qualidade, pela falta de contato pessoal e de não conseguir tirar dúvidas. Hoje, faria tranquilamente outro curso”, diz.

Publicada em 30/03/2016 às 20h58.



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