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COMUNICADO

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UNIARA

Ageuniara

Sobreviventes do agronegócio

Por: LILIAN CARLA TARIN

18/09/2015

O agronegócio no Brasil é fator fundamental e determinante na economia do País; só em 2014 representou aproximadamente 23% do PIB nacional.

Nosso desenvolvimento ainda tem bases fortes extremamente apoiadas na exportação de commodities – cerca de 60% em abril deste ano – portanto, muitas pessoas dependem, direta ou indiretamente, desta cadeia produtiva.

Cerca de 10% do PIB são gerados pela produção da agricultura familiar e pequenos produtores, responsáveis também por fornecer a maioria dos alimentos consumidos pelos brasileiros.

São vários os fatores que vêm colaborando para o crescimento deste índice: a antiga questão do assentamento de famílias, novas parcerias público-privadas, novo planos de apoio do governo, iniciativas próprias, pesquisas e descobertas científicas, projetos sócio-ambientais, entre outros.

Porém, a realidade enfrentada por esta parcela significativa do agronegócio é bastante desafiadora.

As condições socioeconômicas e climáticas de cada região, a disponibilização e liberação de recursos, o acesso aos insumos e serviços, a disponibilidade e adequação de crédito, são apenas algumas dessas grandes dificuldades.

Devido à escala  da produção desses pequenos produtores, nem sempre é possível alcançar níveis satisfatórios de geração de renda. São lhes exigidos certos investimentos para alcançarem os devidos patamares mínimos para desenvolverem sua produção, como implantação de infraestrutura básica de irrigação, utilização de máquinas, construção de instalações de armazenagem, como também o uso eficaz desses recursos, pontos que nem sempre podem ser atingidos para terem acesso aos programas de auxílio, contribuindo ainda mais com a baixa produtividade.

Existem vários segmentos que exercem forte influência nestas questões. Os processos produtivos (varejistas, atacadistas, fornecedores de insumos), assim como as organizações e instituições provedoras de suporte financeiro, legal, tecnológico e de informações são extremamente importantes, muito mais do que os fatores internos, muitas vezes.

A presença dos serviços de educação básica e de qualificação dos recursos humanos, assim como a quantidade e a qualidade da infraestrutura e de tecnologias (transporte, energia institutos de pesquisa, universidades) são fundamentais para que também se promova o desenvolvimento da agricultura familiar.

Já onde se apresenta alguma organização como as cooperativas ou as associações, ao promoverem o acesso a algumas tecnologias levam a um aumento significativo da produção para o mercado e, consequentemente, a um aumento da produtividade.

Várias regiões já se beneficiam dessas organizações em diversos Estados brasileiros. No interior de São Paulo, podem ser citados vários exemplos.

Em São Carlos - cidade conhecida como Capital da Tecnologia devido à presença de Universidades como a Federal de São Carlos – UFSCAR e do Campus da USP; e também pela presença da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), existem alguns trabalhos realizados em parceria com agricultores familiares.

A Embrapa e a Prefeitura se uniram para a capacitação dos pequenos produtores. São cerca de 400 famílias que dependem da agricultura familiar na cidade. O convênio pretende atuar com desenvolvimento institucional, informática, monitoramento ambiental, silvicultura, instrumentação agrícola, pecuária, agricultura, tecnologia de alimento e zoneamento agroecológico.  

A FAF (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo) e a Universidade Federal de São Carlos-UFSCar criaram o curso Pedagogia da Terra com intenção de educar socialmente e culturalmente os produtores rurais.

Na cidade também são famosas a feira livre, com produção 100% local, que trabalha em sociedade tanto na produção como na venda, além da feira orgânica que comercializa produtos de micro-produtores, isentos de agrotóxicos.

Outro exemplo é a cidade de Ribeirão Bonito. Lá uma associação de produtores já conta com 22 associados e ponto fixo de venda e já pensa em expandir o comércio para Araraquara e São Carlos.Os principais produtos são legumes e verduras.

Essas e outras ações vêm sendo tomadas para a melhoria da qualidade de vida, da produção e desenvolvimento dos pequenos produtores. São projetos voltados para a gestão, organização e administração da agricultura familiar, muitos com resultados já publicados.

O êxito do pequeno agricultor pode ser determinado pelas chances de inserção no mercado. A cooperação e o trabalho em conjunto com as agroindústrias, associações de agricultores familiares e outros intermediários podem impactar positivamente na administração da renda gerada, tanto quanto no uso eficiente dos recursos, beneficiando toda região. 

Referências

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2015/06/22/internas_economia,487440/plano-safra-da-agricultura-familiar-tem-r-28-bilhoes-para-pequeno-produtor.shtml

http://www.fea.usp.br/feaecon/media/livros/file_459.pdf

http://www.researchgate.net/publication/4731981_A_IMPORTNCIA_DA_AGRICULTURA_FAMILIAR_NO_BRASIL_E_EM_SEUS_ESTADOS

http://www.cepea.esalq.usp.br/comunicacao/Cepea_Perspectivas%20Agroneg2015_relatorio.pdf

file:///C:/Users/usuario/Downloads/138-538-1-PB.pdf

http://www.fapesp.br/publicacoes/Pesquisa_a_Servico_da_Sociedade_Politicas_Publicas.pdf

http://docslide.com.br/documents/agronegocio-sustentavel.html

http://www.pedagogiadaterra.ufscar.br/federacao-da-agricultura-familiar

http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/09/associacao-de-produtores-rurais-gera-oportunidades-em-ribeirao-bonito-sp.html

http://www.cppse.embrapa.br/embrapa-e-prefeitura-de-s-o-carlos-celebram-conv-nio-para-capacita-o-de-agricultores-familiares

(Publicado em 18/9/2015 - 21h25)

 

 



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