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Agronegócio: sobrevivendo à crise hídrica

Por: NATÁLIA FERREIRA SCHMIDT

16/09/2015

Estamos vivendo em um mundo de mudanças constantes, sejam elas tecnológicas, climáticas, de produção, de compra e venda, entre muitas outras. Mudanças estas, que podem vir a calhar e outras que podem vir a prejudicar.

Algumas dessas são necessárias para avançarmos de maneira global. Mas, para que esse patamar seja atingido, é preciso passar por várias outras etapas. Etapas que começam de maneira singela, da forma mais simples, só que com um diferencial: com pessoas que herdam a profissão passada de pai para filho, ou pelos capacitados com base no estudo na área. Isso tudo, para que uma mudança em nível municipal, estadual, federal e, até mesmo, nacional ou internacional seja atingida de maneira excepcional. 

Servindo como exemplo e motivação para as gerações que estão por adentrar no mercado de trabalho, esse setor base e rico, mas tão pouco valorizado, é o mais importante e essencial para que as espécies (humana e animal), sejam mantidas e não extintas. Pode se dizer que é um pouco audacioso considerar que apenas a alimentação seja foco da sobrevivência dos seres. Sendo assim o ato de comer e o de beber se torna a base mais fundamental de todo ser que vive.

Aprendemos na escola que o nosso corpo, para que mantenha suas funções normais e sincronizadas, deve-se ingerir muita água, em média de dois a três litros por pessoa. Estudos revelam que um consumo menor que dois litros por dia consumido pode agregar várias outra doenças, prejudicando o trabalho do coração, fígado, pâncreas, rins, etc.

Com tudo chegamos a uma ideia primordial: não vivemos sem água .

Obtemos o maior número de fontes de água doce do mundo, mas para a nossa angústia, esse bem precioso que  deveríamos preservar está correndo risco de se esgotar. Água, chuva, sem ela não podemos viver. A água que cai lá de cima até o chão, água que molha toda a nosso plantação, água cuja sem ela não comemos sequer o nosso feijão.

Sem água como viveríamos?

Água

Muitas das grandes e algumas das pequenas cidades já se encontram com um nível de água em reservatórios bem baixos e alguns se encontram até vazios. Como exemplo os reservatórios em São Paulo (SP), chegam a registrar 15% de nível de água.

A falta da chuva não tem facilitado muito, mas o desperdício desse “ouro” transluzente ainda ocorre com muita frequência.

Alguns mantém o foco de que essa água tanto falada, não irá se acabar e o uso consciente não acontece. Infelizmente, esse fato não é apenas história de contos de fadas, e sim um fato trágico que esta começando a ser levado mais a sério. Vantagem para quem planta como para quem compra.

Para que todo o plantio de consumo humano venha ocorrer, a uma necessidade muito grande de prestarmos atenção ao nosso redor. Gerando assim, uma série de estudos, economias, reflorestamentos. Para que de alguma forma o consumo de água seja mais consciente.

Estudos no campo para que irrigação venha a ocorrer mais de maneira racionada estão em alta, assim chegaram a uma economia. Segundo matéria publicada no site da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária),pelo redator Paulo Emílio Pereira de Albuquerque, em relação ao uso do plantio de grãos, como exemplo,  ele afirma que : "Dependendo da produtividade (kg/ha) alcançada pela cultura, a “produtividade” da água do milho, ou seja, a quantidade de água aplicada e/ou consumida que é “transformada” em peso de grãos, pode atingir patamares mínimos de até 250 litros de água por kg de grãos secos produzidos". 
Conforme destaca Albuquerque, no site da Embrapa, "O milho de variedade de ciclo médio, cultivado para a produção de grãos secos, consome de 380 a 550 mm de água em seu ciclo completo, dependendo das condições climáticas. Em termos de lâmina bruta de água aplicada, esses valores podem aumentar sobremaneira em função da baixa eficiência do sistema de irrigação".

Hoje o uso racional obrigatório de água vem sofrendo um processo adaptação tanto das plantas cultivadas como o manejo de captação.Para que não se use em excesso, e deixe a disponibilidade de água para plantação extremamente necessária da planta para que ela possa se desenvolver e se desenvolver sem desperdiçar água.

O agrônomo Antônio Carlos Mistilides Silva, da prefeitura de Nova Europa (SP), aconselha: "O controle hoje é muito rígido, tanto os órgãos competentes quanto os produtores estão conscientes de que devemos economizar. Usando apenas o necessário, porque a reposição hoje está muito difícil. O clima não vem facilitando a reposição dos reservatórios".

"As técnicas de plantio atualmente são todas inovadoras, são técnicas precisas. O agricultor não pode perder pontos para que sua cultura lhe dê prejuízo tanto economicamente como para o meio ambiente",  conclui Silva.

Essa crise hídrica que enfrentamos é grave, mas pode sim ser revertida se todos se conscientizar de como somos dependentes desse ouro pouco reconhecido, e de como devemos cuidar bem do mesmo para que se prolonguem a vida humana na terra. Afinal o famoso planeta água sem água, planeta sem vida.

Publicada em 16/9/2015 às 20h41.



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