Ageuniara

Biochip pode ajudar a vida de diabéticos e auxiliar na prevenção da doença

Por: MURILO CESAR DE ARAUJO ROMANHOLI

15/09/2015

O Instituto de Química da USP de São Carlos (IQSC), por meio do Grupo de Bioeletroquímica e Interface, vem trabalhando no projeto do biochip implantável. Liderado pelo professor  doutor Frank Crespilho, o dispositivo funcionará com dois eletrodos de fibras de carbono flexíveis que serão inseridos num cateter. A ideia do projeto é fazer com que à medida que o sangue passe pelo implante, o biossensor imediatamente faça a leitura da quantidade de glicose presente.

A aplicação predominante do biochip é a detecção da glicose circulante. "No estudo inicial que a gente faz no laboratório, a principal funcionalidade do biochip é a constatação de glicose. Nós demos um passo a mais com o teste in vivo, onde usamos animais, no nosso caso, o rato. A ideia era criar nosso próprio chip e com o nosso experimento, criar algo inédito na detecção de açúcar no sangue", explica Rodrigo Iost, estudante de Doutorado, que é orientado pelo Professor Crespilho nesse projeto.

A próxima etapa do projeto é a integração do chip a um sistema wireless, pelo qual será possível enviar os dados colhidos para um relógio ou celular. "No caso, é preciso desenvolver um dispositivo para fazer a conexão wireless e essa fibra de carbono vai se conectar com um emissor e então, um celular ou um dispositivo qualquer que seja um receptor, vai receber os dados que forem colhidos", relata a também estudante de Doutorado e integrante do grupo no projeto, Fernanda Sales, sobre o passo seguinte.

O biochip, além de orientar quem já sofre com o problema da diabetes, busca também auxiliar quem não tem nenhum tipo de problema e que busca se precaver. "A importância desse projeto é a detecção preventiva. Claro que o biochip será funcional para quem já tem diabetes e tenta controlar, principalmente se o sistema wireless funcionar, visto que deste modo, será  possível consultar a taxa de glicose no sangue, mas o objetivo é também ajudar as pessoas a se precaverem da diabetes", afirma Iost.

Ainda não existe uma previsão para o biochip chegar até as pessoas, já que apesar do avanço, é preciso ir mais além no desenvolvimento do dispositivo. "A gente vai continuar fazendo testes. A aplicabilidade do biochip ainda depende de outras coisas, como sair do estágio do laboratório para um dispositivo pronto, o que deixa encaminhado para uma aplicação real. Esse trabalho já avançou bastante, mas não temos uma noção do tempo específico para terminarmos, até porque nós buscamos aprimorá-lo", relata Rodrigo Iost. 

(Publicado em 16/9/2015 - 17h45)



Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/