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Aprendizagem de língua estrangeira na infância requer cuidados

Por: MARIA AUGUSTA ANDREATTI DE MORAES

06/05/2015

Durante o período de alfabetização os cursos de língua estrangeira são facilmente adaptados no vocabulário das crianças, porém para que haja discernimento dos idiomas em iniciação os professores devem frisar a oralidade durante as aulas. O ensino deve ser feito de forma lúdica, com jogos e brincadeiras, para que devagar a criança aprenda de maneira correta e tranquila um novo idioma.

A psicopedagoga, Andrea Andreatti de Moraes, de Matão (SP) afirma que a partir dos três anos de idade a cognição de uma criança está pronta para receber todos os tipos de aprendizados. "Uma nova língua iria proporcionar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a linguagem oral e escrita. A alfabetização, a princípio, precisa acontecer na língua mãe, no caso o Português, e um novo idioma deve ser trabalhado na oralidade, relacionando os nomes e as pronúncias corretas".

A capacidade de absorção do conhecimento adquirido no início da alfabetização é muito maior, pelo fato da cognição estar aguçada, ávida em aprender. Com o passar do tempo os indivíduos perdem essa eficiência, o que dificulta o aprendizado em adultos, por exemplo. Além disso, até os dez anos de vida, o número de sinapses (conexões neurais) do cérebro humano permanece estável (vai aumentando gradativamente). Já na adolescência, a proporção de sinapses é invertida, o que também sugere menos facilidade para a aquisição da linguagem depois dos primeiros dez anos de vida.

Uma pesquisa da University College, de Londres, ao avaliar o cérebro de 105 pessoas, constatou que aquelas que cursaram inglês entre 05 e 10 anos de idade fizeram mais conexões cerebrais, tiveram aumento da massa encefálica e, portanto, adquiriram mais chances de serem fluentes na língua. Assim, tanto do ponto de vista auditivo e fonatório quanto do ponto de vista neurológico, é mais fácil aprender inglês na infância. E por se tratarem de formas diferentes de cobrança, não atrapalha o ensino da língua nativa.

As aulas de línguas estrangeiras precisam ser dinâmicas e focadas na oralidade e o professor deve planejar o ensino com o objetivo de inserir aos poucos a escrita. Boa pronúncia e domínio da língua, utilização em larga escala do idioma durante as aulas, não misturar dois códigos linguísticos em uma mesma frase, criatividade e domínio de turma são fatores essenciais durante uma boa aula.

A abordagem do professor deve ser realizada de forma tranquila e sem pressão, pois o que é interessante no início pode se tornar massante e afastar a criança do conhecimento. É necessário envolver o lúdico, cantar, brincar, dançar, se fantasiar, etc. Se a criança questionar a escrita, deverá ser informada, mas sem o compromisso de alfabetizá-la.

A preocupação dos pais em relação ao desemprego e a uma boa qualificação profissional dos filhos têm sido um dos motivos da procura por escolas de idiomas. Há certa conscientização atualmente à respeito do aprendizado de uma nova língua ser componente básico e essencial no currículo e na busca por um emprego.

Entretanto, Andrea adverte que os pais devem, primeiramente, respeitar os limites e anseios dos filhos. "Os pais são a peça mais importante para que os filhos tenham acesso a novos conhecimentos e, além de apresentarem as possibilidades, precisam respeitar os limites e os anseios dos mesmos. O que mais presenciamos na profissão de educador são crianças e adolescentes frequentando cursos que seus pais acham importante, mesmo que não tenham empatia".

A infância é uma fase importante e rica, onde a criança precisa ter tempo para aprender, descobrir e atuar conforme sua mentalidade. As aulas extras, como o ensino de um novo idioma, se tornariam uma desvantagem caso houvesse o excesso de cobrança, o que precipita o aluno à agir de forma pressionada.

"Observa-se uma geração de futuros adultos sem atitude e sem autonomia, alimentados por pais superprotetores que  impõem a seus filhos o que não conseguiram executar quando jovens. Deixemos nossos filhos independentes, autônomos, mas sempre com a nossa orientação", recomenda a psicopedagoga.

Publicada em 06/05/2015 às 20h12.



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