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Escola "Pedrão" adere ao modelo de ensino em horário integral

Por: MARCOS ANTONIO DE OLIVEIRA FILHO

06/03/2015

A Escola Estadual "Pedro José Neto",  a "Pedrão", de  Araraquara/SP, aderiu ao modelo integral de ensino desde o início do ano letivo de 2015. Com a mudança, a escola passa a atender exclusivamente alunos do ensino médio e transferiu para outras escolas os estudantes do Ensino Fundamental II (de 6ª à 9ª série) que acolhia até o final do ano passado. Esta é a quarta unidade de ensino integral de Araraquara, mas apenas uma delas é híbrida, atendendo alunos também do Ensino Fundamental II.

  A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo apresentou o modelo de ensino integral para as 91 Diretorias de Ensino que há no Estado em 2011 e dezesseis escolas aderiram ao novo modelo, a partir de 2012. Atualmente, 493 escolas já aderiram ao modelo em todo o estado. A proposta do projeto é melhorar a qualidade do ensino no nível médio para, depois, ampliar a experiência para o nível fundamental.

Araraquara foi uma das cidades pioneiras a desenvolver o projeto de ensino integral. A Escola Estadual "Professor Joaquim Pinto Machado Júnior" -  “Machadinho”, localizada na zona Sul, no bairro do Jardim Imperial, foi uma das que “pilotou” esse modelo de ensino que vem crescendo no estado. Hoje ela está posicionada entre as melhores escolas de ensino integral do estado e do município.

A dúvida dos pais desses estudantes no início era sobre a ocupação do tempo de permanência na escola. Temiam que seus filhos pudessem estar perdendo tempo como cobaias de uma experiência sem grande utilidade profissional, deixando de frequentar uma escola convencional em meio período e de trabalhar como menor aprendiz no outro. No primeiro momento da implantação do período integral, alguns alunos optaram por aproveitar a inovação, enquanto outros decidiram continuar no ensino parcial de meio período, onde poderiam trabalhar e estudar.

 A professora Regina Lídia Trentim Longo, diretora da escola “Machadinho”, atribui a indecisão na adoção do novo modelo à necessidade de algumas famílias  de contar com a renda do trabalho de seus filhos.

Segundo o vice-diretor da mesma escola, o professor Paulo Cesar Zanini, “não se trata de uma exclusão; trata-se da falta de compromisso da família com a garantia de educação. A escola disponibiliza a oportunidade para todos”, afirmou.

A coordenadora geral da escola “Machadinho“, professora Tatiana Somenzari, explica que a grade curricular desse modelo de ensino contempla a grade nacional, como as outras escolas, mas acrescenta algumas disciplinas complementares que contribuem para o desenvolvimento pedagógico e pessoal do aluno. Essas disciplinas contemplam conteúdos de cidadania, saúde, atividades laboratoriais de Química e Física e os chamados "Clubes Juvenís", que incentivam o protagonismo dos alunos em áreas de interesses específicos.

Segundo a diretora Regina, a escola faz um trabalho de conscientização da importância de o aluno se preparar para o futuro.  A diferença maior desse modelo de ensino em relação ao tradicional, segundo a diretora, é que existe uma dedicação exclusiva do aluno e do professor.

O vice-diretor Paulo Zanini que também trabalha na coordenação de acolhimento dos alunos e de toda equipe escolar, informa que a escola faz uma recepção onde os alunos aprendem o modelo de ensino e como ele irá se transformar em um jovem protagonista de sua própria história.

O diretor da Escola Estadual "Pedro José Neto" foi procurado para explicar como o ciclo integral vai funcionar na sua unidade mas não quis dar entrevista. Na Diretoria de Ensino, o supervisor de ensino  Newton Aparecido dos Santos informou que a maioria dos estudantes do Fundamental II da "Pedrão" foi realocada para a EE "Bento de Abreu” e explicou que a decisão de não  transformar o estabelecimento em escola híbrida é da Secretaria de Estado da Educação.

(Publicada em 6/3/15 - 21h17)



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