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Declínio das vídeos locadoras atinge Araraquara

Por: ALAN WILLIAN RASPANTE LIMA

25/02/2015

Há pouco tempo atrás, se alguém quisesse conferir um filme, tinha apenas três opções: cinema, vídeo locadora ou televisão. Cinema, mesmo sendo a primeira opção e a mais razoável dentre as três, era a mais complicada, afinal, era possível ver um lançamento.  Dificilmente alguém conseguia ver um filme mais antigo (só em sessões especiais). A Televisão era, e continua sendo, uma opção viável, mas tinha aquele velho problema de ver o que está sendo exibido, e não o que o telespectador, de fato, quer assistir. Portanto, a vídeo locadora, desde a sua criação com o lançamento do VHS, na década de 60, sempre foi a opção mais viável. Porém, a substituição que, até então, soava impossível, aconteceu.

Já faz um tempo que o declínio das vídeos locadoras se tornou um assunto plausível e interessante, afinal, qualquer pessoa que tem acesso à internet, tem acesso também a diversos filmes, músicas e afins. O download ilegal não é nenhuma novidade e já vem assolando o mercado há anos.

Diversas campanhas contra a pirataria foram lançadas e, até hoje, existem metas contra o desaparecimento do download ilegal, mas a solução encontrada, foi a mais óbvia possível. Os serviços online caíram nas graças do público. Segundo a agência “Infobase Interativa”, o Netlifx, só em 2014 nos Estados Unidos, obteve mais de 36 milhões de inscritos sendo que, mundialmente, acumulava mais de 53 milhões.

Segundo o jornalista Renato Alves, de Araraquara(SP), que possui uma conta no serviço de streaming, "o Netflix é muito baratinho. A mensalidade dele equivale quase ao que gastamos em uma visita ou duas na locadora, e você pode assistir muito mais do que três ou quatro filmes, que geralmente é o que levamos para casa".

Ele completa dizendo que ainda mantém o hábito de ir até uma videolocadora. “Gosto de ir na locadora porque alugo desde que era bem novo e ainda não me desfiz desse hábito. Para mim é legal ir, ver os lançamentos, encontrar algum filme no acervo que eu não tinha visto e não conhecia ou sentir minha curiosidade por algum específico, depois de revê-lo na prateleira”.

Já para quem trabalha no ramo, o fim das locadoras, parece ser algo inevitável. João Batista Ditódano, também conhecido como "Caçulinha", 73 anos, é dono de uma vídeo locadora, em Araraquara, que leva o seu nome, há mais de vinte e cinco anos. Ele diz que ainda continua no ramo por amor e também por hobby. Aposentado há quase onze anos, Caçulinha observa que a solução encontrada para o desaparecimento de pessoas interessadas em locação de filmes, foi a venda de todo o seu acervo para, basicamente, colecionadores de filmes. Ele explica  que ainda consegue manter o negócio, mas lamenta ao lembrar que é, praticamente, um dos únicos que se mantém na ativa.

Publicada em 25/2/2015 às 19h44.



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