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Bienal de Gravura em Araraquara atrai a curiosidade de novos artistas

Por: BRUNA MENDES ANELLI

10/10/2014

Até o dia 31 de outubro, a Secretaria Municipal de Cultura e a Fundart realizam, no Teatro Municipal Prefeito Clodoaldo Medina e na Casa da Cultura Luiz Antônio Martinez Corrêa, a 3ª Bienal Internacional de Gravura. Este ano o evento homenageia o artista araraquarense Lívio Abramo com uma sala especial contendo diversas de suas obras.

 Além de obras de Abramo, estão expostas outras 133 de 73 artistas convidados, vindas da Austrália, Canadá, Chile, Croácia, Egito, Estados Unidos, França, Grécia, Índia, Inglaterra, Itália, Letônia, México, Polônia, Portugal, Romênia, Suíça, Taiwan e Ucrânia e do Brasil.

A gravura é uma arte muito antiga, mas que tem se tornado mais divulgada e valorizada nos últimos anos. Consiste basicamente em um processo de impressão artesanal, onde o artista cria uma matriz a partir de uma técnica, e dessa matriz ele faz várias cópias que levam o título, assinatura do autor, data e um número que as identificam dentro do conjunto de obras. Cada imagem, mesmo sendo reproduzida, é única.

Umas das técnicas mais utilizadas é a xilografia e é também a mais antiga. Uma matriz é produzida em alto relevo em madeira, ou seja, o artista entalha o seu desenho na madeira e depois as partes que ficam em relevo recebem tinta. Após, a matriz vai para a prensa que transfere a imagem para o papel, onde recebe retoques do artista para que a obra fique de acordo com o que ele deseja.

Ricardo Honório Gomes, estudante de Química e atendente de farmácia, faz gravuras desde a adolescência e ficou muito empolgado por poder ver de perto a Bienal. Ele começou a fazer essa arte com 15 anos, depois de visitar uma exposição em São Paulo com o seu pai e se apaixonar pelo contorno das imagens.

Desde a estreia, Gomes já visitou a exposição várias vezes e tem se inspirado nos trabalhos observados, pois há muita variedade de  técnicas e estilos.Seu grande sonho é ver as próprias imagens fazendo parte da Bienal, e que utiliza nas suas obras a técnica da xilografia e do linóleo, que é muito parecida com a primeira sendo diferente apenas no material utilizado. Em vez de madeira a matriz é feita com materiais sintéticos, como a borracha. 

(Publicado em 11/10/14 - 1h43)



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