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Cresce o número de mulheres empreendedoras

Por: VIVIANI REGINA MARCHI

19/09/2014

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas(SEBRAE) aponta que a cada 100 empreendedores 45 são mulheres, e este número vem crescendo. O empreendedorismo feminino passa a ganhar importância no âmbito nacional, pois possui grande geração de renda e fortalecimento da economia. Atualmente, mulheres competem em igualdade com os homens, pois conseguiram desenvolver negócios mais competitivos e rentáveis. 

O número de mulheres empreendedoras no Brasil cresceu visivelmente na década de 90, até os dias atuais. É possível notar que as mulheres são quase a metade dos empreendedores. Boa parte destas mulheres são responsáveis pelo sustento das suas famílias. 

Esta é a moderna concepção do trabalho da mulher brasileira: a mulher está inserida no mercado de trabalho e competindo com os homens. Diferenciando da visão de  que as mulheres tinham a obrigação de cuidar do lar e de seus filhos, não podendo trabalhar fora.

Esta inserção da mulher no mercado de trabalho está ligada com a mudança estrutural da família moderna, hoje as mulheres têm menos filhos e procuram por sua independência financeira, não gostam de ficar dependente dos seus parceiros e procuram realizar alguma atividade para complementar o orçamento familiar.

Em São Carlos(SP), a situação não é diferente. A comerciária, Michelle Agustinho,44,  dona de uma loja de roupa, afirma que ao abrir sua loja percebeu mais vantagens do que desvantagens, pois para ela era viável abrir uma loja, já que trabalhava como “sacoleira” vendendo roupas. Ela criou uma clientela fiel e resolveu abrir uma loja, trabalha sozinha, dentro do horário que ela define, divide seu tempo entre a loja, a casa e sua filha. Por ser uma loja, Michelle explica que tem mais gastos do que ser autônoma, mas acredita que sua clientela aumentou e, por isso, vê mais vantagens em ter um negócio próprio.

Outra comerciária de São Carlos,  Valderez Bagnato, 58, dona de uma loja de doce, sempre trabalhou no comércio.  Para ela todo mundo consome independente do produto, por isso que investir no comércio pode ser rentável, mas é preciso saber administrar para seu negócio ir em frente. Ela observa que o comércio é feito de altos e baixos e é preciso de paciência para colher os frutos.

Já a comerciária, Lívia Maíra, 25, dona de uma loja de produtos naturais, abriu sua loja no começo de 2014, estava com vontade de abrir uma loja e viu no ramo dos produtos naturais uma boa opção para investir. Segundo Lívia, tem que esperar um tempo para colher os frutos deste trabalho, mas não desanima.  

A cada semana sua loja tem um produto novo e a venda a granel, diferenciando da concorrência. Em sua loja há apenas uma vendedora no período da tarde para ajudar Lívia, mas afirma que está bem puxado conciliar a loja com suas demais tarefas, mas ao mesmo tempo é muito gratificante quando os clientes voltam, devido aos produtos de boa qualidade e pelo atendimento.

As mulheres estão expandindo seu espaço no mercado empreendedor tanto no brasileiro como mundial, é possível notar que a expansão das mulheres empreendedoras está presente em todos os lugares, entretanto, ainda é sensível este novo mercado. Mesmo as mulheres sendo quase a metade das empreendedoras, ainda ganham menores salários que os homens e possuem uma carga de trabalho maior, porque além de realizarem seu trabalho, muitas vezes realizam trabalho no próprio lar. 

(Publicado em 24/9/2014 -11h19).



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