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Fobia se caracteriza quando o medo se torna limitação

Por: LETICIA DE OLIVEIRA DOS SANTOS

25/06/2014

O medo, apesar de ser um sentimento natural do ser humano,pode até ser saudável em algumas situações específicas, mas, em excesso, pode se tornar uma limitação e,até mesmo,um distúrbio chamado Fobia.

De origens diversas, e muitas vezes complexas, como experiências traumáticas ainda na infância, segundo apontam alguns especialistas, a fobia, mais do que um simples medo pode levar um indivíduo a se isolar de qualquer tipo de contato com situações que possam propiciar o medo.

Segundo a psicoterapeuta Elizabete Zanin, a Fobia – termo deriva de Phobos, a deusa grega do medo – é o medo patológico, focalizado em situações ou objetos que podem ser considerados inofensivos por outras pessoas e que persiste mesmo após o paciente se dar conta da irracionalidade de seu medo.

Segundo ela, existe uma extensa variedade de fobias diferentes, como a claustrofobia (fobia de lugares fechados), acrofobia (fobia de lugares altos), fobia social, fobia de animais e insetos, fobias alimentares, entre outras.

Para Elizabete, o que em grande parte diferencia uma pessoa que tenha fobia de alguém com um simples medo, é que as pessoas com fobia, passam a evitar a qualquer custo situações que desencadeiam as crises fóbicas, chegando a alterar, até mesmo, sua rotina de vida.

A psicoterapeuta, relata, que pacientes fóbicos frequentemente têm suas vidas complicadas por dois fatores: “O primeiro é que, em geral, não confiam na sua capacidade para enfrentar os sintomas, temendo qualquer lugar onde não possa contar com ajuda. O segundo, é que costumam maximizar os sintomas, achando que literalmente irão morrer, ter um ataque cardíaco, um derrame, ou que possuem alguma doença grave e misteriosa”.

Ela explica que os primeiros indícios de quem possui algum tipo de fobia, são a ansiedade, acompanhada de manifestações corporais, como sensação de compressão torácica, aperto na garganta, tonturas, palpitações, dispneia (dificuldade para respirar), tremores, náuseas, entre outros.

Ainda segundo Elizabete, quando esse quadro é particularmente intenso, e acompanhado por medo de morrer ou enlouquecer, adota-se o termo pânico.

A psicoterapeuta, explica que a fobia tem tratamento, e que pode ser iniciado a partir do momento em que os sintomas surgirem. Para ela, o tratamento profissional com um psiquiatra, por exemplo, e terapia podem fazer uma grande diferença, mas, em primeiro lugar, é necessário que a pessoa reconheça o problema e queira auxílio.

Sobre os tratamentos, Elizabete, conta que neles o paciente aprende, por exemplo, a controlar a respiração para auxiliá-lo, principalmente, a acalmar-se quando começar a ansiedade, favorecendo assim um alívio nos sintomas de pânico. “Além disso, a pessoa com essa patologia, precisa muito de apoio e carinho de seus familiares”, conclui.

O outro lado do medo

Gisele Magda Lopes, supervisora de loja, 21 anos, possui, há anos, fobia de besouros, e conta que teve diversas experiências traumáticas com o inseto, e que o medo atrapalha seu cotidiano. “Na época em que esses insetos aparecem, se eu pudesse ficaria trancada em casa. Quase repeti o terceiro ano do ensino médio, por faltar à escola por medo de ficar exposta à situações com o bicho”,relata. teste

Gisele diz que se sente indefesa e exposta, em situações de contato com o inseto, e que ela se torna totalmente dependente de quem estiver ao seu lado.

Ela conta que procurou a ajuda de psicólogos e psiquiatras, e que chegou até a fazer tratamentos com medicação, mas que não obteve retornos satisfatórios.

Hoje, Gisele tenta lidar com a fobia, controlando o medo com a maturidade que adquiriu com o tempo, mas observa que para ela é muito difícil manter o controle, principalmente, pelo fato de que o medo afeta seu estado psicológico.

Já B.R.S, estudante, 17 anos, que entra em pânico em situações nas quais se depara com baratas, conta que começou a adquirir receio do inseto quando era pequena, e presenciava situações de pavor que sua avó materna também tinha ao ver o inseto. “Minha avó sempre teve pânico, então cresci observando o comportamento dela diante do inseto”.

A estudante relata que a fobia, de certa forma, atrapalha muito seu cotidiano, para ela é impossível permanecer, ou se aproximar de algum ambiente no qual o inseto esteja. “Na minha casa, por exemplo, se tiver uma barata no meu quarto, eu durmo na sala, e não volto a entrar nele sem que eu tenha certeza de que o inseto não esteja mais lá”, conta.

Além disso, B.R.S,comenta que observa qualquer barulho estranho à noite com medo de que seja o inseto, e apesar de nunca ter procurado a ajuda de um especialista, tenta lidar com o problema com o apoio de sua família.



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