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Cresce número de multas de trânsito na cidade de São Carlos-SP

Por: LETICIA POLTRONIERI LUCHESI

23/05/2014

Uso de celular enquanto dirige, estacionamento irregular na Área Azul e não sinalizar com setas nas curvas, estão entre as principais infrações de trânsito cometidas pelos motoristas de São Carlos.

Neste ano, as multas por uso de celular no trânsito cresceram 51% em relação a 2013. A falta de sinalização nas conversões geraram mais 20% de multas e o estacionamento irregular na Área Azul(estacionamento rotativo pago) subiu 200%. Esses números apontam aumento da ocorrência dessas infrações, mesmo com a quantidade insuficiente de fiscais de trânsito na cidade.

No caso do estacionamento rotativo, além da multa, o carro irregular pode ser guinchado e levado até a CIRETRAN da cidade. O pagamento do guincho, no valor de R$ 230, e a taxa de liberação, R$ 12, também devem ser pagos pelo proprietário do carro. E se o veículo não for retirado no mesmo dia, pagará também a estadia no pátio, que custa mais R$ 12 por dia.

Edvaldo Moises, guincheiro que trabalha para a Polícia de São Carlos, explica que foi chamado várias vezes para retirar os carros que estavam estacionados irregularmente, além de ter guinchado muitos veículos que se envolveram em acidentes pelo mau uso das setas.

Talita Maria Fernandes de Arruda Serra Gaspar, 20 anos, reclama que há pouca fiscalização nos bairros períféricos; e que a fiscalização maior ocorre apenas no centro da cidade. “É como se tivesse duas leis”, diz Talita.

O Diretor do Departamento de Trânsito, Mateus Araujo e Silva, explica que o dinheiro arrecadado com as multas é gerenciado pela Secretaria Municipal da Fazenda e, pela legislação, só pode ser aplicado no trânsito. Os recursos devem ser aplicados na compra de material de sinalização viária, pagamento de serviços de terceiros para o trânsito, contrato de acesso ao banco de dados de veículos da Prodesp, pagamento do processamento de dados (multas de trânsito) e a compra de material, como tachões, placas e postes.

O dinheiro entra no caixa da Prefeitura e ao mesmo tempo volta para a Secretaria Municipal de Trânsito, esclarece Mateus. O total arrecadado no ano passado chegou a R$ 3,3 milhões.

Outro ponto

Mateus explica também que não há radares fixos na cidade e que os móveis vão ficar inoperantes, sem prazo para voltarem a operar. Mas quando os radares móveis voltarem a operar, serão quatro operando em três turnos(diurno, noturno e durante a madrugada).

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