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Cidade de Bocaina terá delegado fixo e escrivão de polícia

Por: CAROLINA ALVES PEGORETI

16/05/2014

A Delegacia Seccional de Jaú enviará um delegado fixo e um escrivão de polícia para a cidade de Bocaina. A medida, anunciada em reunião ocorrida na tarde de segunda-feira, 5, tem como meta a diminuição da onda de criminalidade pela qual o município passa desde o início do ano.

Revoltados com a proporção tomada pelos crimes, diversos comerciantes da cidade se organizaram em uma comissão para reivindicar posicionamentos dos setores policiais, Câmara Municipal e prefeitura. O aumento do efetivo na cidade também é um dos objetivos do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).

O comerciante Nilton Carlos Cerri conta que ele e outros comerciantes, também indignados com a situação de violência na cidade, procuraram o prefeito e vereadores em busca de uma solução.

De acordo com o delegado da Seccional de Jaú da Polícia Civil, Luverci da Costa Mello, a situação já era analisada e a proposta de destacar um delegado fixo e mais um escrivão para a cidade deve auxiliar o trabalho policial. Os profissionais que devem ir para o município são o delegado Gustavo Alonso Garmes e o escrivão Silvio Caravieri, que já trabalharam em Bocaina.

O policial admitiu que a decisão de reforçar o efetivo da Polícia Civil em Bocaina foi tomada em resposta à pressão dos comerciantes da cidade.

O prazo para a chegada e início dos trabalhos será de até dez dias, tempo para que a documentação da Delegacia Seccional seja publicada no Diário Oficial. Atualmente, segundo Luverci, Bocaina trabalha com um delegado que vem à cidade duas vezes por semana, um escrivão e um investigador. O número de policiais é considerado baixo, principalmente pela falta de profissionais formados pelos concursos abertos pela Polícia Civil. A ideia é que, com a abertura desses cursos em Bauru a partir dessa semana, seja mais fácil formar novos agentes policiais e mantê-los no interior do Estado.

Atividade delegada

Outro ponto levantado na reunião foi a realização da atividade delegada no município, em que a prefeitura contrata agentes da Polícia Militar (PM) para trabalhar nas horas vagas. De acordo com o Tenente Coronel Humberto Salvador Cestari, comandante do 27º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI), a atividade delegada pode ser realizada a partir de ofício encaminhado pela prefeitura.

Aprovada desde o ano passado pela Câmara, a lei municipal da atividade delegada já permite a realização de convênio entre o Executivo e a Polícia Militar. Cestari afirma que o processo é intermediado pela própria PM diretamente com a Secretaria de Segurança Pública e os serviços podem começar dentro de um prazo médio de quatro meses. Com a onda de crimes que chegou à cidade, Bocaina se tornou uma das prioridades da PM, segundo o Coronel.

Cestari confirma aumento dos casos de furtos e desavenças em locais públicos de Bocaina. "Temos o compromisso de manter sempre dois policiais em serviço 24 horas por dia para estimular abordagens", afirma o Comandante, acrescentando que também a Força Tática é enviada à cidade para ações preventivas.

Para o prefeito de Bocaina, José Carlos Soave (PSB), a possibilidade dos policiais militares reforçarem a segurança através da atividade delegada será bem vinda e o custo deve ser dividido com o governo estadual. “Num primeiro momento, ela foi colocada como opção pelo governo do Estado em patrocinar esse custo, porque é um custo muito alto. E o governo do Estado já tem essa proposta de pagar em hora extra os policiais militares”, afirma.

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