Ageuniara

Para dona de cães criação determina ferocidade do animal

Por: FRANCILEIDE CRISTINA PRATAVIERA

27/11/2013

Algumas raças de cães são consideradas perigosas por apresentar um comportamento mais agressivo do que outras. Mas essa agressividade esta ligada a irresponsabilidade de seus donos.

Os cães são companheiros e muito amigáveis. E são assim porque os treinamos para serem de tal modo. Mas às vezes o que acontece é um mau treinamento, ou a ausência dele. Isso pode se tornar um perigo, pois o cachorro pode ficar agressivo e perigoso. Normalmente isso acontece onde o cão está acostumado à violência.

Isso prova que os cães em geral podem aparentar perigo, não exatamente uma raça em si, o que ocorre é que raças consideradas perigosas como Pittbull, Rottweiler, entre outras, são mais temidas devido ao seu porte físico, por serem extremamente mais fortes e mais rápidas que outras raças.

A dona de casa Donara Arruda, de Ibaté (SP), que gosta muito de cães e já teve de vÁrias raças. Atualmente ela possui um poodle e uma Pitbull.

Donara declara que o ambiente onde se cria um cão pode influenciar em seu temperamento, pois um lugar pequeno demais para cães grandes ou cães ativos, pode provocar depressão e estresse e, consequentemente, deixar o animal com desvio de personalidade.

“Não acredito em raças perigosas, sou a favor de posse responsável, isso inclui você saber qual o cão está pegando para criar, como é o seu temperamento e seu nível de atividade", afirma.

Ela exemplifica ao referir-se que um cão super ativo sendo criado por um idoso, com problemas de saúde, não vai dar certo, diferente de um cão mais calmo, uma raça de companhia, que é o mais indicado. "Assim como um cão gigante sendo criado preso nas correntes ou num canil pequeno, sem contato com pessoas, isso vai transformá-lo numa bomba relógio, vai explodir a qualquer momento”, observa.

“Eu tenho uma Pitbull, e ela teve uma reação de estresse, uma única vez, quando teve uma Piometria( uma infecção no útero que provoca muita dor e pode levar a cachorra a óbito). Quando a minha outra cachorrinha quis brincar com ela, por causa da dor que ela estava tendo, ela deu um latido bem bravo, mas foi só nos afastamos e as duas, até o fim do tratamento da Pitbull, não tiveram nenhum outro problema com reações de estresses”, conta Donara. “Eu já tive outros cães das "ditas raças perigosas", como o Fila Brasileiro, uma Mastiff Inglês, e agora tenho a minha Pitbull, além de já ter tido Pequines, Pincher e, agora, também uma Poodle. E, com todos meus cachorros, nunca tive nenhum episódio de agressividade, nem entre eles, nem com pessoas, muito menos com crianças",diz.

"Quem faz o cão é o dono"

Donara acredita que quem faz o cão é o dono."Antes de julgar um cão, é bom olhar para como ele é tratado e o ambiente em que ele vive e também qual é o temperamento do dono", opina.

"Conheço donos de cães de raças como Poodle que ataca as pessoas, sem mais nem menos. Ela morde qualquer um, e só respeita a dona, então quando a dona não está, a cachorra toca o terror em casa, em contra partida, veja a minha Poodle que eu tenho hoje.Ela também é super ciumenta, mas não é agressiva, jamais demonstrou qualquer reação de morder, nem mesmo essa semana, quando ficou com muita dor e teve até que passar por cirurgia, ela se comportou muito bem”,destaca.

“Como já disse, ter um cão é ser responsável por uma vida, deve-se ter muito cuidado antes de escolher uma raça ou uma adoção, e também pensar no depois. Todo filhote é lindo, mas os animais também têm personalidades diferentes, então observar uma ninhada de filhotes ajuda a escolher seu animalzinho, para não se ter sustos depois, mas durante a criação como o espaço, educação e lazer, para esse animal são muito importantes. Nesse assunto não tenho problemas, pois as minhas cachorras são só alegria, carinho e amor”, completa Donara.

Criar adequadamente é fundamental

O estudante do curso de Biologia, Lincoln Viture, de Ibaté, estuda o comportamento de animais e declara que raças ditas perigosas e violentas, são consideradas assim devido seu tamanho e força. Mas, na verdade, segundo ele, o que faz o temperamento de um animal é o modo de ser criado

“O comportamento violento de cão é devido a muitos fatores e é errado generalizar uma raça, pois muitos fatores podem tornar o animal violento ou carinhoso. Mas existem as ditas raças mais agressivas e violentas, isso devido seu tamanho e força, causando sequelas maiores ao atacar. O instinto de todos os cães tendem a defender seu território, seu dono e sua comida. Ao serem ameaçados, provavelmente haverá um ataque, independente da raça ou tamanho do animal”, declara Viture.

“Vemos casos reais de cães muito bem adestrados que são usados para tratamentos com crianças em hospitais, ajudando na interação dessas crianças, mostrando assim que independente as raça todo cão pode ser dócil e isso vai depender da criação. Cães como os Pitbulls, Rottweilers, entre outros, que são considerados os mais agressivos, por serem cães fortes que possuem, muita força em sua mordida, e são treinados para isso, para serem vigias, acabam sendo, por isso, consideradas raças tão cruéis e agressivas, mas com muito carinho, cuidados e treinamento elas podem ser muito meigas e carinhosas, mas ainda são raças de briga e, por isso, é necessário mais trabalho e treino com eles para que não haja uma alteração de temperamento”, declara o estudante.

Um alerta para os donos de cães que apresentam um comportamento agressivo. Eles precisam tomar certas precauções na hora de levar para um passeio. Por exemplo: a guia deve ser curta, o cão deve usar a focinheira, enforcador ou coleira resistente e a pessoa que o conduz precisa ter força física suficiente para conter o animal no caso de euforia.



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