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Comunicados Oficiais - UNIARA (COVID-19)

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Histórias mudam vidas

Por: ILONÍ KOMMERS BARRIENTOS

22/11/2013

Ler é aprender e crescer. O SESC de Araraquara, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, através do projeto “Baú de Histórias”, leva obras literárias às Escolas Municipais e permite aos alunos, funcionários, professores e comunidade circunvizinha o livre acesso ao acervo. Contar e ouvir histórias da literatura é viajar num mundo encantado criado pelo autor para júbilo do leitor.

A grande caixa iniciou as visitas às escolas em 2012. Quando ela chega, vai junto um contador de histórias que apresenta um livro retirado ao acaso do baú e conta a história escrita no volume. O projeto foi tão bem aceito que foi renovado em 2013. Neste ano, além do baú entrar nas escolas municipais, marca presença também, e pela primeira vez, num Centro de Educação e Recreação (CER), o Jacomina Fillipi Sambiase.

A coordenadora do projeto “Baú de Histórias”, da Secretaria de Educação, Renata Mascioli Haddad fala que o grande diferencial é a liberdade do aluno leitor para escolher livros. Não há burocracia nenhuma para retirar um livro, apenas a compreensão de seu valor. O que é adquirido através do conhecimento e apreciação de seu conteúdo. E, se alguém não gosta de um texto mais detalhado pode trocar a obra por outra sem a “obrigação” de ler algo que não agrada.

Fernando Machado, animador cultural do SESC de Araraquara, declara que a Escola Municipal de Ensino Fundamental Rubens Cruz teve uma experiência positiva, a ponto de pedir para o baú de histórias retornar, que é o que está acontecendo nestes últimos dias. Projetos de leitura já eram praxe naquela escola e as obras oferecidas pelo SESC vieram enriquecer muito o acervo da biblioteca e permitiram o acesso a obras até então desconhecidas.

A chegada do Baú de Histórias foi comemorada por todos, inclusive pais e amigos. Os contadores de histórias do SESC, na festa da chegada do presente à escola, (pois o baú recebeu um laço de fitas e ficou com embalagem de presente), contaram história para os funcionários, e na sequência para os pais. O objetivo era envolver toda a comunidade interna e externa da escola. Esclarecer para os pais a importância do livro e da leitura para seus filhos, e ainda mostrar o valor da obra para que, ao levar para casa, fosse bem cuidado. Mostrar para todos os funcionários a beleza da leitura e do contar histórias.

No Rubens Cruz, os funcionários, inclusive merendeiras, porteiros, todos contam histórias para uma plateia em um momento pré-determinado dentro do planejamento de projetos de leitura. Também os alunos, ora, os maiores contam histórias para os menores, ora eles fazem o contar de histórias para os pais, ora para seus próprios colegas ou professores. Os pais, em suas casas, fazem o papel de contadores para a família reunida. Assim a comunidade toda está envolvida em leitura de livros.

A diretora em 2012, Luciana Cristina Batistini, fala que os projetos de leitura, depois de seis anos, acompanharam toda uma geração. Os alunos, aos 11 anos, em seu último tempo de Caique, não somente amavam ler, como encorajados por livros como o “Diário de Otário” iniciaram a escrever. Queriam gravar suas experiências em um diário. A coordenadora Renata diz que esses alunos, uma vez fora daquela escola, voltam para emprestar livros, pois continuam a amar a leitura.

A tecnologia é usada a favor dos livros físicos. Mostra-se um livro da Ruth Rocha no espaço virtual de forma a deixar um desejo especial de manuseio e toque pessoal na história, no livro de papel.

O livro no CER

No CER Jacomina Fillipi Sambiase faz vinte dias que o Baú de Histórias chegou. Cada faixa etária recebeu livros próprios, de zero a cinco anos.

No próximo dia 14 haverá dois momentos de contar histórias abertos para a comunidade, um pela manhã e outro à tarde.

Desde os bebês até as crianças de 6 anos estão amando ouvir as histórias, e aqueles que já falam ou que aprendem a falar com os livros, no berçário, também contam histórias.

A diretora do CER, Luciana conta entusiasmada que o trabalho das educadoras é fundamental para os projetos de leitura por ela propostos chegarem ao alvo sonhado. Elas têm ideias novas constantemente, usam fantasias, criam todo o cenário, às vezes, todas se unem para um teatro contando a história, outras vezes, escutam os alunos falando. Quando o baú chegou estava em andamento o projeto de leitura "Caixa Mágica – Era uma vez". Este foi enriquecido com livros que ainda não foram adquiridos pelo CER. Para as crianças de 3 a 6 anos, há o projeto de leitura integrada à ecologia. O baú auxiliou acrescentando seis volumes ao trabalho que termina na horta feita por educadoras e alunos. Ideia ouvida nos livros e que traz para a prática a ecologia.

Os alunos até três anos fizeram um livro. As educadoras escreveram as histórias recontadas por eles, as quais tinham ouvido e eles desenharam sobre o texto. A coordenadora da educação agradou-se de ler e eles receberam seu livro de volta para guardar. Esse é outro aprendizado, quando se empresta um livro, é necessário devolvê-lo. Os alunos maiores participam mais. Fazem rodas de discussão sobre a história e relacionam com seu cotidiano ou com outras histórias ouvidas.

Os pais estão presentes e com agradecimentos constantes. Lêem, contando a história para os filhos quando livro vai para casa e o devolvem, intacto. Houve problemas com apenas dois livros no período de um ano, com 240 alunos. Desta forma o projeto do SESC ajuda a ensinar à comunidade da escola o amor pela leitura e o zelo pelas obras literárias.

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