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Computador e internet ainda são um vício crescente entre crianças

Por: FABIO HENRIQUE ZOTESSO

16/10/2013

Alguns anos atrás, quando os computadores ainda não eram totalmente popularizados, havia uma quantidade maior de crianças nas ruas, praças e parques. Porém, de uns seis anos para cá, com a popularização da internet, muitas crianças foram influenciadas pelas novas tecnologias.

Não demorou muito para a internet começar a trazer os famosos games online, em que várias pessoas encontram-se para disputar partidas de guerra, corridas e muitas outras coisas. Isso chamou muito a atenção de muitas crianças, não só na região como no mundo todo.

Porém, mesmo com as crianças ainda se divertindo com tal distração, elas ficam tempos exagerados na frente do computador, não chegando comer e, em casos mais surpreendentes, nem indo tomar banho.

Por mais que isso possa ser um tipo de diversão para as crianças, muitos pais não sabem colocar limites de tempo em suas jogatinas, deixando assim elas tomarem o controle da situação em casa e fazer o que bem entenderem. Felizmente, ainda existem famílias que são conscientes de tal coisa e conseguem impor regras.

O casal Cláudia,40,e Rogério,45,Cintra, de Ibaté(SP) afirmam que seu filho Júlio, 13 anos, ficava tardes e noites inteiras em seu computador, perdendo oportunidades de sair com seus colegas.“Foi complicado tirar ele do vício, mas fomos aos poucos, conversamos com ele, e nosso filho começou a sair mais. Achamos que conforme ele foi amadurecendo, seu interesse em jogos online foi passando e agora ele fica mais tempo fora do que dentro de casa”, revelam.

Outro casal, Marcelo,38 e Sandra,36, Cardoso, que também residem em Ibaté afirmam que o filho, Wendel, de 14 anos, não saia da frente do computador."Fizemos algo à força. Colocamos limite de internet e, em certa hora, ela caía, e só voltava no outro dia”, afirmam.

Esse é um método que pode gerar uma revolta maior nos filhos, porém mostra-se eficaz, como afirmam: “Depois de um tempo ele começou a se programar com o horário que a internet cai e hoje em dia ele sai até horas antes”, completam.

Outro exemplo é Elielza Vieira,42, que cria seu filho sozinha em Ibaté.“Sempre fico de olho no que ele anda fazendo na internet, limito o uso dele no computador para duas horas por dia desde que ele era bem menor, agora com 11 anos, ele já está acostumado”.

Ela também da um puxão de orelha nos pais: “Acho que quem deixa os filhos viciarem em jogos de computador, não estão conversando suficiente com a crianças para mostrar que aquilo é errado. Simplesmente deixam ela lá”, conclui.

Opinião profissional

A psicóloga Cláudia Marrara, de 38 anos, quando questionada sobre os motivos que levam as crianças ao vicio, afirma que: “As características desses jogos online são o que torna o poder de vício maior ainda para as crianças, já que em modo online não há fim de jogo ou game over, e é concentrado justamente em horas investidas evoluindo o personagem, com ou sem seus amigos. Sendo assim, a criança não se sente estimulada a deixar o jogo, pensando toda hora que seus amigos estão em perigo”, observa.

“Todos sempre imaginaram que não passava de uma atividade sem maiores danos, porém o problema estava lá, dentro da própria casa dos pais. Recomendamos que, se o caso for muito sério, levar a criança a uma clínica privada, mas não antes de tentar métodos mais normais, como tirar a internet e estabelecer horários”, finaliza.



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