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Lei seca não é realidade em Santa Lúcia

Por: MILTON CERQUEIRA LEITE JUNIOR

09/08/2013

A nova resolução da lei seca, publicada em janeiro deste ano, intensificou as blitze policiais em regiões com grande consumo de bebidas alcoólicas e tráfego de veículos. Porém, Santa Lúcia ainda não se enquadra nesse cenário. A cidade enfrenta dificuldades para realizar operações de combate à embriaguez ao volante.

Com pouco mais de oito mil habitantes, Santa Lúcia recebe grande número de visitantes aos finais de semana, principalmente aos domingos. As lanchonetes e sorveterias ao redor da Praça Padre Padella, no Centro, são o atrativo que leva moradores e visitantes a se concentrarem no local e consumirem bebidas alcoólicas.

A ingestão de álcool é grande, até mesmo por motoristas do município e de cidades vizinhas como Rincão, Américo Brasiliense e Araraquara. O público, em sua maioria jovem, costuma permanecer na Praça até o horário em que os estabelecimentos comerciais começam a fechar as portas, por volta da meia noite. Em seguida, sem qualquer dificuldade, assumem a condução de veículos.

Perguntado sobre a atuação da Polícia Militar, o sargento Rogério Gouvêa Figueiredo explicou que o baixo efetivo de policiais não permite a realização de operações que combatam a embriaguez. Segundo o policial, a PM conta com apenas dois soldados por turno e nos dias em que há maior consumo de bebidas alcoólicas, a PM recebe chamados para atender outras ocorrências, como perturbação ao sossego público, uso de drogas e desinteligências.

“Dificilmente a gente consegue ter essa efetividade [de combate ao consumo de bebidas alcoólicas], pelo baixo efetivo. Ou policiamento fica focado na operação, ou atendendo as demais ocorrências. Desta forma, ações na saída da cidade [para combater os infratores] ficam prejudicadas”, justificou o Sargento.

O efetivo, segundo o policial, é resultado de estudos realizados pela PM, nos quais são levantados índices de criminalidade e populacional, e condiz com o porte do município. “Existe um número de soldados que foi programado para cidades do tamanho de Santa Lúcia”, disse.

Somente nos últimos cinco anos foram registrados nove acidentes, sendo dois com vítimas fatais, envolvendo motoristas embriagados na Rodovia Deputado Aldo Lupo (SP-257), que dá acesso a Santa Lúcia e cidades vizinhas.

Ronaldo Adriano Thomaz, 32 anos, morador de Santa Lúcia, vitimou-se em um acidente enquanto ia de moto para o trabalho na SP-257, em dezembro do ano passado.

O ajudante de mecânico seguia no sentido Santa Lúcia a Américo Brasiliense quando foi atingido por um motorista embriagado, que seguia no sentido contrário. Na ocasião também foram encontradas cápsulas vazias de cocaína no veiculo. A vítima teve fraturas múltiplas e a perna esquerda amputada.

Para Ronaldo, a lei não é eficiente. “[É necessário] mais fiscalização pelos nossos policiais, o que não existe. Esta tal lei seca não funciona no interior”, concluiu.

Para o Conselho Comunitário de Segurança de Santa Lúcia - CONSEG, as implicações legais, acarretadas pelo descumprimento da lei, são de conhecimento de todos e, portanto, agora é necessário que haja maior fiscalização e medidas combativas.

As operações “lei seca” também não são realizadas na rodovia. Questionada sobre a inaplicabilidade da lei, a Polícia Militar Rodoviária não havia respondido até a publicação desta reportagem.

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