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Trajetória de sucesso destaca diretor do Hospital do Câncer de Barretos

Por: MICHELLI HALEISSA SOARES

24/04/2013

O empresário Henrique Prata,55, diretor-geral do Hospital do Câncer de Barretos(SP) tem uma história interessante. Ele largou os estudos, aos 15 anos, para se dedicar à pecuária numa fazenda que ganhou do avô. Com criações de gado e cavalos de raça, já conquistou um patrimônio financeiro significativo.

Porém,Prata é diferente da maioria de seus colegas do campo. Apesar de ser bem sucedido, vive batendo à porta dos gabinetes de Brasília(DF) atrás de dinheiro para manter aberto o hospital.

Graças a seu empenho, a instituição se tornou o maior centro de tratamento de câncer do país – e uma esperança para milhares de pessoas que não têm a quem recorrer.

Diante dos problemas de gestão que seu pai, o oncologista Paulo Prata, popularmente conhecido como "doutor Prata", enfrentava, ele precisou ajudá-lo a controlar os gastos do hospital para que, quando ele estivesse estabilizado, pudesse ser vendido. Mas não foi bem por aí.

Como nem tudo é como planejado, Henrique Prata acabou fazendo do hospital sua grande meta de vida. Ao buscar sempre os melhores tratamentos, ótimas instalações e a participação apenas dos melhores profissionais, ele gerenciou o hospital e fez com que ele se tornasse o mais renomado de oncologia no país - sem perder o foco em ser um hospital humanizado, o que lhe deu o nome de "O Hospital do Amor".

Trajetória

Aos 12 anos,Prata demonstrava um talento nato para negociar sementes e animais. Impressionado com o interesse do neto, Antenor, seu avô paterno, resolveu fazer uma experiência e o deixou administrar sozinho uma de suas fazendas.

Com 16 anos, Prata foi emancipado pelos pais para que pudesse fazer um empréstimo no Banco do Brasil. Com o dinheiro, cobriu 1.200 hectares de terra com pés de laranja. Recuperou o valor investido com boa margem de lucro.

O sucesso na primeira empreitada fez com que o avô lhe delegasse mais responsabilidades. Aos 18 anos, Prata tocava propriedades no Paraná e Mato Grosso. Apesar da carga horária, completou o supletivo. Mas não cursou a universidade. Tirou o brevê de piloto para conduzir o avião particular do avô e reduzir o tempo de viagem.

Com trabalho e ajuda da família, comprou sua primeira fazenda no Mato Grosso do Sul, em 1980. A partir daí começou a vender boi gordo.“Eu comprava os animais mais magros que encontrava, pagava pelo peso, e deixava engordando”, lembra. “Tudo que eu tenho devo ao meu próprio esforço e ao aprendizado com meu avô”, confessa.

Foi casado durante 26 anos e espera que os filhos sigam sua vocação. Dois deles, Adriana e Antenor já estão trabalhando na fazenda. O mais velho, Henrique, escolheu a carreira de advogado. "Se herdar a determinação do pai, logo será ministro do Supremo", ressalta Prata.

Apaixonado por rodeio,ele também tem uma tropa de cavalos mustang , animais selvagens importados dos Estados Unidos, para competição nas modalidades bareback e sela americana na qual foi competidor e reconhecido pela competência. Chegou,inclusive, a competir fora do Brasil.

Prata foi convidado por uma editora para contar em um livro um pouco de suas experiências. O livro, lançado neste ano, é intitulado "Acima de tudo amor" e conta sua própria vida e a construção de sucesso do maior complexo oncológico do país, o Hospital do Câncer de Barretos.



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