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Colecionar itens é uma prática saudável de preservar a cultura

Por: AUGUSTO JEAN DE SOUZA

03/04/2013

Os colecionadores são pessoas que apresentam admiração por determinados objetos, figuras ou produtos. Uma necessidade material que preenche prateleiras, armários e o coração de muitos brasileiros.

Em Matão (SP), existe uma família de colecionadores que desperta curiosidade: uma geração que passou de mãe para filha e segue de uma casa cheia de corujas, até as delicadas xícaras em miniaturas.

Para algumas pessoas a coruja não passa boa impressão, para outras ela significa inteligência, sabedoria e conhecimento.

É o caso da jornalista Ingrid Alves, 30, que tem uma grande admiração pela ave. Em sua ampla coleção, o animal é representado em diversos tamanhos e materiais: pelúcia, pedra, vela, madeira, cerâmica, feltro, resina entre outros, ao todo são 119 peças. “Minha coleção é extensa, tenho: 15 pares de brincos, dois broches, sete pulseiras, quatro correntes, dez anéis, quatro blusas, dois calçados, quatro bolsas/nécessaire, quatro chaveiros, duas fronhas, avental, guardanapo, toalha de banho, lavabo, porta chaves, adesivo de parede, saboneteira, quatro canecas, lixinho de carro, ponteira de caneta, pingente de celular, marcadores de livro, jogos de lençol e fralda para garantir quando o bebê vier”, conta Ingrid.

A jornalista lembra que sua coleção começou em 2002, quando cursava Letras, na Universidade Federal de São Carlos(UFSCar). “A coruja é o símbolo do curso de Letras, desde então, eu passei a admirá-la. Hoje, as pessoas que conhecem essa minha particularidade, associam a imagem da ave comigo”, explica.

Essa não é a sua primeira coleção. Ingrid chegou a ter 500 latinhas de cervejas importadas, mas repassou para um amigo.

Até parece uma tradição de família, já que sua mãe também é uma colecionadora. Maria Denize D. Alves, 56, há mais de 15 anos coleciona xícaras em miniatura. São mais de 100 peças, que ficam guardadas em um antigo armário que pertenceu a sua avó. “Eu guardo a sete chaves, o armário é todo de vidro e fica trancado. Tenho muito ciúme dessas xícaras”, conta Maria. Além das miniaturas, ela coleciona bonés de propaganda.

De acordo com a psicóloga Sônia Cristina P. Moreira,de Matão, o desejo de colecionar pode estar relacionado a lembranças na vida das pessoas e é considerado uma prática saudável de preservar a cultura. “Normalmente são objetos ligados a algum afeto na vida dos colecionadores, recordações de infância, viagens e, até mesmo, patrimônio de família”, explica.

O problema é quando essa vontade se torna uma necessidade compulsiva. O colecionismo, como é chamado, é um transtorno comportamental caracterizado pelo acúmulo de itens sem valor utilitário ou material, associado à dificuldade em descartar os objetos. “É um sintoma compulsivo onde a pessoa perde o controle e se apega aos itens e não consegue se desfazer. Isso acaba comprometendo o próprio bem estar e a sua vida”, conclui a psicóloga.



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