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Pesquisa da UNESP pode melhorar tratamentos de endodontia

Por: LARISSA BOLDRIN MESTIERI

19/10/2012

A Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP) está desenvolvendo um material que é exposto às células-tronco induzindo a formação de tecido ósseo. A pesquisa vem sendo feita há cinco meses, financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Se obtiver sucesso, será usado no tratamento de lesões periapicais, que são causadas por microorganismos ao redor da raiz do dente.

O termo cientifico para nomear essas células é célula mesenquimal, que são células indiferenciadas, ou seja, uma "célula bebê". Elas não possuem função determinada ainda, portanto podem se diferenciar em qualquer tipo de tecido celular. O material usado é chamado Cimento Portland, que é composto basicamente de cálcio e fosfato, também presentes no tecido ósseo. Devido a isso se espera o sucesso da pesquisa.

O chefe do Departamento de Endodontia e também coordenador da pesquisa, Professor Doutor Mário Tanomaru-Filho, explica como o processo de obtenção das células ocorre. “Durante a remoção dos dentes terceiros molares (dentes do siso), coletamos a polpa dentária contida no interior destes dentes e, através de técnicas de isolamento, conseguimos obter essas células”. É válido lembrar que para isso o paciente assina um termo de consentimento autorizando a doação do dente para o pesquisador.

Após a remoção da polpa dentária, é feito um cultivo das células in vitro para seu crescimento até estarem prontas para serem expostas aos materiais. De acordo com a Co-Coordenadora da pesquisa, Professora Doutora Juliane Maria Guerreiro-Tanomaru, após a exposição das células ao material, serão avaliados a biocompatibilidade e bioatividade do mesmo. “Avaliamos se o material causa dano às células (morte celular) e se induz a diferenciação dessas células, transformando-as em células ósseas”, explica Juliane.

Estima-se que o material estará pronto para uso em aproximadamente três anos. Uma das vantagens deste material é seu baixo custo, podendo substituir os materiais utilizados na rede pública. Desta forma melhores tratamentos poderão ser realizados nos pacientes.

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