Ageuniara

Ecoponto de Américo é pouco utilizado pelos moradores

Por: EDNA ADRIANA NOVAIS MOREIRA

21/09/2012

Ecoponto de Américo Brasiliense recebe pequenas quantidades de resíduos sólidos, podendo ser restos de materiais de construção civil, materiais recicláveis, podas de árvores, madeira, e também os chamados "resíduos volumosos", como móveis, armários e fogões velhos, mas moradores invadem o local durante o período noturno para colocar fogo no entulho acumulado.

Em Américo Brasiliense, o ecoponto fica localizado na Estrada Municipal AMB 70, próximo ao Centro de Controle de Zoonoses, e possui uma área de 2.500 metros quadrados. O limite para cada descarte não pode ultrapassar um metro cúbico, o que equivale a uma caçamba, ou cerca de cinco carriolas de mão. O serviço é totalmente gratuito para a população e é administrado pelo Departamento de Água, Esgoto e Meio Ambiente (DAEMA).

O diretor do DAEMA, Julio César Perroni, explica que qualquer pessoa pode levar os resíduos até o local, desde que não ultrapasse o limite estabelecido. Perroni ressalta que criar um local para receber entulhos foi uma iniciativa para evitar que a população continuasse descartando esses materiais na periferia da cidade.

Embora o serviço esteja disponível à população desde 2010, nem todos conhecem o lugar. Nivaldo José Bezerra da Silva, 60 anos, que trabalha podando árvores e prestando serviços variados, admite que sabe da existência, mas não usa o local para depositar os resíduos gerados. Geralmente utiliza sacos de lixo comuns.

O vigia Tiago Pereira da Costa Neves, 22 anos, que cuida do local há dois meses, garante que todos que procuram geralmente respeitam as condições para o descarte. Como havia cinzas no lugar, o vigia explicou que durante o período noturno, quando não há ninguém fiscalizando, alguns moradores invadem o ecoponto e colocam fogo nos entulhos.

Quando questionado sobre o assunto, o diretor Julio Perroni admitiu que será necessário melhorar as condições de segurança e que está tentando conseguir os recursos necessários.

Cada ecoponto custa em média de R$ 50 a R$ 100 mil para dispor de uma boa estrutura, com cercamento adequado e guarita para abrigar o vigia.

Todo material recolhido é levado para a usina de resíduos sólidos Morada do Sol Ambiental, de Araraquara.

O diretor do DAEMA prevê a construção de mais cinco ecopontos, distribuídos nos bairros São Judas, Santa Terezinha, Maria Luiza, Primaveras e Vila Cerqueira. Mas ainda não há uma previsão para a instalação desses novos postos de coleta.

Perroni ressalta que o ecoponto é uma boa opção para o descarte correto dos resíduos e lamenta o fato de nem todos aderirem à ideia. “Muitas pessoas ainda jogam os entulhos na periferia da cidade. Infelizmente ainda estamos perdendo para o meio do mato”.

Para descartar qualquer resíduo é necessário ir até o local com documento de identificação e placa do veículo, em casos de carreteiros, e fornecer os dados ao vigia. Carroceiros e usuários particulares também devem se identificar ao realizar os descartes. O ecoponto funciona de segunda a sexta, das 8h45 às 16h30 e aos sábados, das 9 às 16h15.

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